Rodrigo Cascalles

RODRIGO CASCALLES

Eng. Agrônomo (ESALQ/USP) e Executive Coach (Sociedade Brasileira de Coaching). Tem por objetivo contribuir no aumento da sustentabilidade e dos resultados positivos na agricultura.

28/01/2011

Café sem contra-indicação

As tecnologias modernas nos trouxeram muitas comodidades. E, por consequência, algumas contra-indicações. Por exemplo, a aspirina tem diversos usos terapêuticos. É utilizada como analgésico em vários problemas agudos como resfriados, dores de cabeça, infarto cardíaco entre outros. Entretanto, um dos mais temidos efeitos colaterais dessa droga é a hemorragia<sup>1</sup>. A agricultura nos oferece o alimento necessário e os supermercados nos oferecem a comodidade da compra a qualquer hora. Esse modelo de desenvolvimento imediatista que prefere fechar os olhos para as consequências está no seu ápice. Lembremos, no entanto, que após o ápice de modelos insustentáveis a mudança é inevitável. Todo império chega a seu fim.

25/07/2008

Brasil de vários cafés e exemplos

Estive uma vez em um sítio de 5 hectares, onde além do café e do leite produzidos, havia ali toda a sorte de plantas cultiváveis. Uma vida simples, sem dúvida, mas a riqueza alimentar era tanta que seu proprietário precisava ir poucas vezes à cidade comprar comida. Ao contrário, quando ia, era para vender seus diversificados excedentes. A alta dos preços dos alimentos não lhe causava dor de cabeça, enquanto seu vizinho reclamava dos preços no supermercado.

20/06/2008

O marketing sócio-ambiental e a crescente demanda por cafés RainForest Alliance

Se antes o consumidor buscava um produto mais barato - equivocadamente considerado de melhor custo-benefício -, hoje ele busca um produto sustentável. Como que em um círculo vicioso, a mídia - em um processo sem volta - passou a defender os valores sócio-ambientais e não deu outra saída às empresas senão a de oferecerem produtos que tragam essa mensagem. Grandes empresas e fazendas já perceberam essa tendência e estão fazendo a sua parte. O Mc Donalds do Reino Unido comercializa, em todas as suas lojas, cafés com o selo sócio-ambiental RainForest Alliance. Em seis meses, a partir deste lançamento, as vendas de todos os produtos cresceram 15%. Especificamente, a renda com café subiu 23%.

28/03/2008

Programa das Nações Unidas apóia café sustentável

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) - que trabalha junto a governos e comunidades em 166 países para melhorar a qualidade de vida de pessoas carentes - e o Fundo Ambiental Global (Global Environment Facility - GEF, sigla em inglês) - a maior financiadora de projetos ambientais em países em desenvolvimento estão apoiando o programa de certificação de café da Rainforest Alliance. O economista de recursos naturais da PNUD, Andrew Bovarnick, disse que ambas as organizações estão interessadas em mercados que possam ajudar a promover a conservação e sustentabilidade ambiental. Segundo ele, o uso da certificação para indicar que produtos são produzidos de forma sustentável é a chave para o aumento da conscientização dos consumidores. Isso possibilitaria a conservação da biodiversidade, local e global, e a melhoria da qualidade de vida das comunidades, ao mesmo tempo em que auxilia na competição por mercados internacionais.

23/01/2008

Costa Rica: bom nível tecnológico na produção de cafés

A cafeicultura na Costa Rica possui um bom nível tecnológico, no manejo das lavouras e na produção de qualidade superior de cafés. Dentre os destaques, estão o plantio adensado, as podas bem definidas, a evolução nas variedades, a conservação de solo, as práticas de arborização e manutenção ecológica das regiões cafeeiras. Muitas práticas, atualmente usadas no manejo de cafezais na Costa Rica, podem ser adaptadas às regiões cafeeiras montanhosas no Brasil e vice-versa. As práticas que podem ser indicadas para adaptação são: a arborização, as podas (visando facilitar a colheita), a conservação dos solos e o preparo do café por via úmida.

27/12/2007

México: sustentabilidade na produção, mas dificuldades na renda

A cafeicultura no México compreende o cultivo de cerca de 480 mil ha de cafezais e a produção média anual tem sido em torno de 4,0 milhões de sacas, com tendência a reduções nos últimos anos, devido aos preços baixos, segundo relatório enviado ao CaféPoint por José Braz Matiello sobre a viagem feita ao México - patrocinada pela OCEMG - Organização de Cooperativas do Estado de Minas Gerais. Existe maior sustentabilidade no manejo e na preservação do ambiente, na cafeicultura do México em relação à brasileira, pelos melhores solos e pelo sistema sombreado.