Técnicas de Produção

09/06/2011

Repercussões sócio-econômicas da adoção da mecanização da colheita na cafeicultura paulista1

O avanço da mecanização da colheita na cafeicultura brasileira tem sido aspecto de maior destaque no rol de tecnologias e inovações que são aplicadas aos sistemas de produção. Fatores como o encarecimento do emprego de mão de obra braçal nas lavouras, refletindo a política pública de recuperar o poder de compra do salário mínimo, induzem os cafeicultores à busca de alternativas para baratear as etapas do manejo em que é intensa a alocação de mão de obra, especialmente, na colheita.

20/05/2011

Como uniformizar a florada do cafezal com uso da irrigação? - Parte 1

A irrigação já uma realidade na cafeicultura brasileira, ocupando área significativa, permitindo situar o cafeeiro entre as principais culturas irrigadas do Brasil. A irrigação tem sido utilizada mesmo nas regiões consideradas tradicionais para o cafeeiro, como Sul de Minas Gerais, Zona da Mata de Minas Gerais, Mogiana Paulista, Espírito Santo, etc. Trabalhos de pesquisa demonstram que o aumento de produtividade média com o uso da irrigação (médias de pelos menos 3 safras) tem sido de 50% quando comparada com as lavouras de sequeiro.

18/04/2011

Irrigação em casos de escassez hídrica: a busca pelo manejo sustentável

O professor de Engenharia de Irrigação e Recursos Hídricos, do Departamento de Engenharia de Sistemas Biológicos da Universidade de Nebraska - Lincoln, nos EUA, Derrel L. Martin, esteve no Brasil durante a Fenicafé para falar do uso da irrigação em casos de escassez hídrica, como o caso de Nebraska. Derrel confessa que não conhece muito como funciona a irrigação no Brasil, mas que motivaria o país a investir em levantamentos de nível de água, para que se consiga monitorar o nível das águas subterrâneas e assim manipular a alocação das águas.

02/03/2011

Qualidade e Certificação de mãos dadas na cafeicultura

Devido à mudança de comportamento no mercado consumidor de café, com respeito à qualidade e à origem do café, o cenário da cafeicultura passou e está passando por uma grande transformação que começou por volta de quinze anos. Houve uma verdadeira revolução no campo, onde os produtores passaram a se preocupar em serem mais produtivos, buscando tecnologias que os ajudassem a aumentar a produtividade e, consequentemente, diminuísse seu custo de produção. Só que o mercado passou a exigir mais do produtor, buscando cada vez mais cafés de qualidade. Por isso não bastava mais ser eficiente na produção, era preciso investir e a aprender a fazer qualidade para ser competitivo e poder manter-se na atividade.

17/02/2011

Broca-do-café: café requer controle racional de eficiente

A broca-do-café <i>Hypothenemus hampei</i> (Ferrari, 1867) (Coleoptera:Scolytidae) é a segunda praga em importância na cafeicultura brasileira. A broca só ataca os frutos do cafeeiro. O inseto foi constatado pela primeira vez no Brasil em 1913, na região de Campinas. Sua origem é o Continente Africano. A partir de Campinas, a broca dispersou-se por toda a cafeicultura brasileira. Jamais será erradicada de nossas lavouras de café.

11/02/2011

Análise de Folhas - Uma importante ferramenta no acompanhamento da Nutrição da Lavoura

A nutrição do cafeeiro com os principais macronutrientes (nitrogênio, fósforo e potássio) ocorre após uma programação criteriosa embasada em resultados apurados pela análise química do solo, estimativa da safra pendente e futura, sempre realizada após a visita do técnico aos talhões. A adição desses nutrientes ocorre de novembro a março, geralmente em três parcelamentos espaçados em aproximadamente 60 dias um do outro.

28/01/2011

Café sem contra-indicação

As tecnologias modernas nos trouxeram muitas comodidades. E, por consequência, algumas contra-indicações. Por exemplo, a aspirina tem diversos usos terapêuticos. É utilizada como analgésico em vários problemas agudos como resfriados, dores de cabeça, infarto cardíaco entre outros. Entretanto, um dos mais temidos efeitos colaterais dessa droga é a hemorragia<sup>1</sup>. A agricultura nos oferece o alimento necessário e os supermercados nos oferecem a comodidade da compra a qualquer hora. Esse modelo de desenvolvimento imediatista que prefere fechar os olhos para as consequências está no seu ápice. Lembremos, no entanto, que após o ápice de modelos insustentáveis a mudança é inevitável. Todo império chega a seu fim.

10/12/2010

É época de adubação

No período conhecido com período das águas que vai de setembro a março, é época de realizar as correções e adubações de solo e folha no cafeeiro. Operações essas de grande importância para o bom desenvolvimento vegetativo e produtivo do cafeeiro. Nessa época é importante a utilização dos resultados das análises de solo retiradas em maio/junho e a retirada de amostras de folhas para corroborar com os resultados anteriores. É importante ressaltar que as análises de folha são uma importante ferramenta quando utilizadas da forma correta, mas podem se tornar confusas e até mesmo errôneas se utilizadas de maneira imprópria apenas levando-se em conta os números absolutos através da consulta de tabelas dos órgãos de pesquisa e extensão.

23/11/2010

Sistema de secagem utilizando secador pneumático de fluxos concorrentes

A adoção de uma unidade de secagem apropriada, técnica e economicamente viável, exige o conhecimento de alguns aspectos, como: gerenciamento do sistema, capacidade de secagem, eficiência energética, tipo de energia, bem como da influência que esses parâmetros exercem sobre a qualidade final do produto. Assim, considerando os altos custos energéticos e os baixos preços dos produtos agrícolas, torna-se indispensável conhecer, pelo menos, o consumo específico de energia e a qualidade do produto após a secagem. Assim, o custo inicial e a capacidade dinâmica não são conhecimentos suficientes pra se decidir quanto à aquisição de um sistema de secagem.

04/11/2010

Altas doses de gesso (irrigação branca) na formação e produção do cafeeiro

O gesso agrícola é indicado, normalmente, como fonte de cálcio, enxofre e corretivo, reduzindo o alumínio tóxico e carreando bases para camadas mais profundas do solo. Para essas finalidades, trabalhos de pesquisa realizados dão base para a recomendação de doses em condições de solo que oferecem respostas adequadas. Outra alternativa de uso do gesso nas lavouras cafeeiras tem sido levantada, nos últimos anos, por um grupo de técnicos, os quais vem difundido o uso de gesso, em doses muito elevadas, para atuar como um condicionador de solo, buscando melhoria na condição de suprimento de água para o cafeeiro, o que denominam de irrigação branca.