Que dilema!
O Brasil será o celeiro do mundo, mas o problema da fome é desigualdade social e desperdício de alimentos. Acredito na sustentabilidade! Mas o que é isso mesmo?
O Brasil será o celeiro do mundo, mas o problema da fome é desigualdade social e desperdício de alimentos. Acredito na sustentabilidade! Mas o que é isso mesmo?
As flutuações do preço de café, ao lado dos acontecimentos fortuitos no processo de produção, são os principais riscos que a atividade cafeeira comporta.
Os bons preços do café nos últimos meses têm ajudado o produtor a recuperar seus investimentos e a tomar fôlego para os desafios do futuro. Mesmo em áreas de montanha outrora consideradas "impróprias" para a cafeicultura em virtude da baixa rentabilidade hoje têm se mostrado como uma opção viável.
Muitas vezes o problema está na chamada "zona de conforto". Ela é habilidosa em desviar nossa atenção daquilo que realmente importa. Deixamos de tomar muitas decisões importantes, por que preferimos o prazer imediato. E, quem sabe, a agricultura não caiu nessa armadilha. O prazer imediato pode ser insustentável.
O objetivo da análise foi caracterizar as peculiaridades dos custos de produção de café na Região e mostrar os indicadores associados aos cafeicultores mais, e menos, eficientes em termos da alocação dos seus custos de produção. Os parâmetros observados indicam que o grupo acompanhado apresenta grade heterogeneidade quando aos aspectos técnicos e econômicos.
A irrigação por aspersão permite a utilização de água de qualidade inferior, com menores riscos de entupimentos, pois os bocais dos aspersores possuem, em geral, diâmetros superiores às partículas presentes na água. O sistema de aspersão em malha é uma tecnologia recente no Brasil, com boa aceitação pelos produtores, principalmente os pequenos.
O avanço da mecanização da colheita na cafeicultura brasileira tem sido aspecto de maior destaque no rol de tecnologias e inovações que são aplicadas aos sistemas de produção. Fatores como o encarecimento do emprego de mão de obra braçal nas lavouras, refletindo a política pública de recuperar o poder de compra do salário mínimo, induzem os cafeicultores à busca de alternativas para baratear as etapas do manejo em que é intensa a alocação de mão de obra, especialmente, na colheita.
O café se constitui numa espécie na qual todas as plantas individuais de uma certa extensão geográfica florescem simultaneamente. Todavia, acontecem várias floradas, desde algumas poucas nas regiões cafeeiras das latitudes médias, com época seca e fria bem definidas, até várias ao longo do ano, nas regiões equatoriais chuvosas.
É sempre importante lembrar que a produtividade da cultura é limitada pelo nutriente que está limitante, mesmo que os demais estejam em quantidades satisfatórias. Portanto um nutriente utilizado em pequenas quantidades pelo cafeeiro (Boro) é tão limitante à produção quanto um nutriente usado em grandes quantidades, como é o caso do nitrogênio.
É visível que a modificação na cadeia produtiva do café tem preconizado os aspectos de qualidade dos frutos e da bebida, e o fato que a safra de 2009/2010 apresentou a maior produção de cafés de qualidade, sustenta esta afirmativa.
A irrigação já uma realidade na cafeicultura brasileira, ocupando área significativa, permitindo situar o cafeeiro entre as principais culturas irrigadas do Brasil. A irrigação tem sido utilizada mesmo nas regiões consideradas tradicionais para o cafeeiro, como Sul de Minas Gerais, Zona da Mata de Minas Gerais, Mogiana Paulista, Espírito Santo, etc. Trabalhos de pesquisa demonstram que o aumento de produtividade média com o uso da irrigação (médias de pelos menos 3 safras) tem sido de 50% quando comparada com as lavouras de sequeiro.
Com a proximidade da colheita, alguns procedimentos básicos têm que ser realizados. Sendo esses respectivamente: arruação, observação da maturação do cafeeiro e revisão nos equipamentos de pós-colheita.
O professor de Engenharia de Irrigação e Recursos Hídricos, do Departamento de Engenharia de Sistemas Biológicos da Universidade de Nebraska - Lincoln, nos EUA, Derrel L. Martin, esteve no Brasil durante a Fenicafé para falar do uso da irrigação em casos de escassez hídrica, como o caso de Nebraska. Derrel confessa que não conhece muito como funciona a irrigação no Brasil, mas que motivaria o país a investir em levantamentos de nível de água, para que se consiga monitorar o nível das águas subterrâneas e assim manipular a alocação das águas.
A Bahia, produzindo uma média de cerca de 2,5 milhões de sacas anuais, oscila entre os postos de quarto e quinto Estado maior produtor de café do Brasil. Entretanto, devido à sua dimensão geográfica e às diferentes condições edafo-climáticas que apresenta, é possível dizer que a Bahia contém uma boa amostra de todo o mundo cafeeiro.
Chegamos à época de finalizar as adubações. Conforme o programado no início do período das águas, as adubações de NPK são divididas em três ou quatro parcelamentos, iniciando no final de outubro e encerrando no final de março. Por isso é de grande importância a avaliação do estado nutricional da lavoura e a verificação de possíveis desequilíbrios nutricionais, visto que o tempo hábil para correções é curto.
Devido à mudança de comportamento no mercado consumidor de café, com respeito à qualidade e à origem do café, o cenário da cafeicultura passou e está passando por uma grande transformação que começou por volta de quinze anos. Houve uma verdadeira revolução no campo, onde os produtores passaram a se preocupar em serem mais produtivos, buscando tecnologias que os ajudassem a aumentar a produtividade e, consequentemente, diminuísse seu custo de produção. Só que o mercado passou a exigir mais do produtor, buscando cada vez mais cafés de qualidade. Por isso não bastava mais ser eficiente na produção, era preciso investir e a aprender a fazer qualidade para ser competitivo e poder manter-se na atividade.
A broca-do-café <i>Hypothenemus hampei</i> (Ferrari, 1867) (Coleoptera:Scolytidae) é a segunda praga em importância na cafeicultura brasileira. A broca só ataca os frutos do cafeeiro. O inseto foi constatado pela primeira vez no Brasil em 1913, na região de Campinas. Sua origem é o Continente Africano. A partir de Campinas, a broca dispersou-se por toda a cafeicultura brasileira. Jamais será erradicada de nossas lavouras de café.
No Brasil, o Leão tem aumentado a sua voracidade e novas caças caem em suas garras todos os anos. O Leão está cada vez melhor preparado para encontrar a sua caça, ao mesmo tempo em que esta se encontra, muitas vezes, despreparada para enfrentá-lo. A caça dorme tranquila, por não conhecer bem o potencial do Leão, ou por estar mal informada de como o mesmo age.
A nutrição do cafeeiro com os principais macronutrientes (nitrogênio, fósforo e potássio) ocorre após uma programação criteriosa embasada em resultados apurados pela análise química do solo, estimativa da safra pendente e futura, sempre realizada após a visita do técnico aos talhões. A adição desses nutrientes ocorre de novembro a março, geralmente em três parcelamentos espaçados em aproximadamente 60 dias um do outro.
O uso exclusivo do terreiro por muitos cafeicultores deve-se, á falta de informação tecnológica e, em muitas vezes, à não preocupação com as caracteristícas qualitativas do produto depois da secagem ou ao baixo poder aquisitivo e nível tecnológico da propriedade.
As tecnologias modernas nos trouxeram muitas comodidades. E, por consequência, algumas contra-indicações. Por exemplo, a aspirina tem diversos usos terapêuticos. É utilizada como analgésico em vários problemas agudos como resfriados, dores de cabeça, infarto cardíaco entre outros. Entretanto, um dos mais temidos efeitos colaterais dessa droga é a hemorragia<sup>1</sup>. A agricultura nos oferece o alimento necessário e os supermercados nos oferecem a comodidade da compra a qualquer hora. Esse modelo de desenvolvimento imediatista que prefere fechar os olhos para as consequências está no seu ápice. Lembremos, no entanto, que após o ápice de modelos insustentáveis a mudança é inevitável. Todo império chega a seu fim.
No período conhecido com período das águas que vai de setembro a março, é época de realizar as correções e adubações de solo e folha no cafeeiro. Operações essas de grande importância para o bom desenvolvimento vegetativo e produtivo do cafeeiro. Nessa época é importante a utilização dos resultados das análises de solo retiradas em maio/junho e a retirada de amostras de folhas para corroborar com os resultados anteriores. É importante ressaltar que as análises de folha são uma importante ferramenta quando utilizadas da forma correta, mas podem se tornar confusas e até mesmo errôneas se utilizadas de maneira imprópria apenas levando-se em conta os números absolutos através da consulta de tabelas dos órgãos de pesquisa e extensão.
A adoção de uma unidade de secagem apropriada, técnica e economicamente viável, exige o conhecimento de alguns aspectos, como: gerenciamento do sistema, capacidade de secagem, eficiência energética, tipo de energia, bem como da influência que esses parâmetros exercem sobre a qualidade final do produto. Assim, considerando os altos custos energéticos e os baixos preços dos produtos agrícolas, torna-se indispensável conhecer, pelo menos, o consumo específico de energia e a qualidade do produto após a secagem. Assim, o custo inicial e a capacidade dinâmica não são conhecimentos suficientes pra se decidir quanto à aquisição de um sistema de secagem.
O gesso agrícola é indicado, normalmente, como fonte de cálcio, enxofre e corretivo, reduzindo o alumínio tóxico e carreando bases para camadas mais profundas do solo. Para essas finalidades, trabalhos de pesquisa realizados dão base para a recomendação de doses em condições de solo que oferecem respostas adequadas. Outra alternativa de uso do gesso nas lavouras cafeeiras tem sido levantada, nos últimos anos, por um grupo de técnicos, os quais vem difundido o uso de gesso, em doses muito elevadas, para atuar como um condicionador de solo, buscando melhoria na condição de suprimento de água para o cafeeiro, o que denominam de irrigação branca.