Os bons preços do café nos últimos meses têm ajudado o produtor a recuperar seus investimentos e a tomar fôlego para os desafios do futuro. Mesmo em áreas de montanha outrora consideradas "impróprias" para a cafeicultura em virtude da baixa rentabilidade hoje têm se mostrado como uma opção viável.
Além disso, em virtude de problemas climáticos e estratégicos que prejudicaram a produção de café em vários países, portas se abriram para os cafés de brasileiros, principalmente, os de qualidade, oportunidade esta que vem sendo muito bem aproveitada pelos produtores.
Não é segredo para ninguém que empresas como Nespresso, Starbucks, Tchibo, Mitsubishi, Sara Lee, Kraft, entre outras, direcionaram nos últimos anos grande atenção aos cafés brasileiros e o mais relevante é que a maioria destas empresas estão comprometidas com a qualidade e, sobretudo com a certificação.
O investimento destas empresas, seja para o pagamento de preços diferenciados a cafés certificados, seja para investimento direto nas áreas produtivas, é relevante e pode chegar a mais de vinte milhões de reais em 2011.
Estima-se que hoje exista mais de 100.000 hectares em áreas de café já certificadas no Brasil. Este número deve duplicar nos próximos dois ou três anos tendo em vista o investimento de importantes cooperativas como a Cooxupé, Coocacer, Copermonte, Expocaccer que estão organizando e ampliando grupos para certificar seus cooperados e os inúmeros produtores individuais espalhados pelas regiões produtivas que estão investindo na adequação socioambiental de suas propriedades.
A certificação em grupo tem sido uma ferramenta importante para ampliar a participação de pequenos e médios produtores. Normalmente ela é gerida por uma cooperativa, um exportador ou até mesmo pela própria associação de produtores. Já existem 10 grupos de produtores de café certificados com o selo Rainforest Alliance Certified (certificação socioambiental) no Sul de Minas, Mogiana e Cerrado, além de vários outros grupos ligados à certificação Fair Trade (comércio justo).
Vale destacar o trabalho realizado pela Coocacer em Monte Carmelo, que a partir de 2008 organizou e gerenciou um grupo de 22 produtores recebendo o selo Rainforest Alliance Certified e, mais recentemente, para aumentar o portfólio de produtos, aproveitando esta experiência para também certificar Utz.
Segundo informações da Coopermonte, cooperativa localizada na cidade de Monte Carmelo (MG), mais de 90% de todo o café certificado produzido pelo grupo local é vendido com algum diferencial de mercado, beneficio este repassado para os produtores e para a própria comunidade a partir de ações da cooperativa.
Bons preços do café ajudam no avanço da certificação
Os bons preços do café nos últimos meses têm ajudado o produtor a recuperar seus investimentos e a tomar fôlego para os desafios do futuro. Mesmo em áreas de montanha outrora consideradas "impróprias" para a cafeicultura em virtude da baixa rentabilidade hoje têm se mostrado como uma opção viável.
Publicado por: Eduardo Trevisan GonçalveseOséias Mendes da Costa
Publicado em: - 1 minuto de leitura
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Material escrito por:
Eduardo Trevisan Gonçalves
Engenheiro agrônomo, Gerente de Projetos do Imaflora.
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Oséias Mendes da Costa
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WILLEM GUILHERME DE ARAÚJO
GUAXUPÉ - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 07/11/2011
Certamente a certificação é um caminho interessante para o produtor que deseja melhorar a gestão do processo produtivo e gerar um diferencial ao seu produto. A qualidade física e sensorial da bebida mais do que nunca tornou-se uma obrigação para o produtor e por isso é preciso mostrar para os demais elos da cadeia cafeeira que além da excelente bebida existe mecanismos confiaveis de gestão social, economica, tecnologica e ambiental. Dentro do universo das certificações existem uma gama de opções que atendem aos diversos nichos de mercado, cada vez mais dispostos a pagar um prêmio pela produção responsável aliada a qualidade do grão de café. Obviamanente, ainda é um mercado restrito devido ao elevado custo dos processo de certificação, mas adoção da certificação emgrupos é uma forma de tornar mais inclusiva este processo.
Além dos sistemas citados podemos incluir o Programa Estadual de Certificação de Propriedades CAfeeira do Governo de MG - Certifica Minas Café. São cerca de 1500 propriedades cafeeiras, das 4 regiões do estado que seguem as normas do programa, baseadas na legislação federal e convenções internacionais. Embora esteja no começo do processo (são apenas 4 anos de programa) os resultados são visiveis. Além do custo reconhecidamente inferior aos demais programas existentes, o produtor conta cm assitencia tecnica gratuita e de qualidade durante todo o ano. O proximo passo é a expansão do selo no mercado consumidor para que o produtor eo consumidor possam usufruir dos beneficios gerados pela produção sustentavel e com isso ambos saiam ganhando. O cafeicultor deve ficar atento ao seguinte aspecto das certificações: devemos pensar muito além do premio gerado (não que ele seja dispensavel), pois os resultados na melhoria da gestão refletem-se diretamente na redução dos custos de produção e na melhoria do produto gerado. Com isso o ganha-ganha a existir na cadeia, já que nos ultimos anos tivemos um perde-perde, ou seja, o produtor perdeu renda devido ao preço baixo do produtor e por isso invistiu pouco na qualidade e o consumidor foi obrgiado a beber este café sem qualidade nenhuma.
Além dos sistemas citados podemos incluir o Programa Estadual de Certificação de Propriedades CAfeeira do Governo de MG - Certifica Minas Café. São cerca de 1500 propriedades cafeeiras, das 4 regiões do estado que seguem as normas do programa, baseadas na legislação federal e convenções internacionais. Embora esteja no começo do processo (são apenas 4 anos de programa) os resultados são visiveis. Além do custo reconhecidamente inferior aos demais programas existentes, o produtor conta cm assitencia tecnica gratuita e de qualidade durante todo o ano. O proximo passo é a expansão do selo no mercado consumidor para que o produtor eo consumidor possam usufruir dos beneficios gerados pela produção sustentavel e com isso ambos saiam ganhando. O cafeicultor deve ficar atento ao seguinte aspecto das certificações: devemos pensar muito além do premio gerado (não que ele seja dispensavel), pois os resultados na melhoria da gestão refletem-se diretamente na redução dos custos de produção e na melhoria do produto gerado. Com isso o ganha-ganha a existir na cadeia, já que nos ultimos anos tivemos um perde-perde, ou seja, o produtor perdeu renda devido ao preço baixo do produtor e por isso invistiu pouco na qualidade e o consumidor foi obrgiado a beber este café sem qualidade nenhuma.