As exportações de café do Brasil caíram 11% em julho de 2017, em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 1,75 milhão de sacas de 60 quilos. Os números incluem café verde, torrado e moído e solúvel. Os dados foram divulgados na última quarta-feira (09) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Foto: Felipe Gombossy/Café Editora
A expectativa do Conselho era de que a nova safra acelerasse o ritmo das exportações a partir do segundo semestre. No entanto, durante o avanço da colheita, especialistas apontaram preocupações em relação à qualidade do produto, além de um beneficiamento mais lento. "Alguns fatores influenciaram o volume, que ficou abaixo do que havíamos divulgado", disse o presidente da instituição, Nelson Carvalhaes.
Receita
A receita com as exportações caiu 7,3% na mesma comparação (US$ 283,4 milhões), mesmo com o preço estando 4,1% maior que o do mesmo período em 2016, com a saca sendo comercializada a US$ 161,78, em média. Na visão do órgão, o resultado das vendas externas de julho refletem uma lentidão na chegada do café novo ao mercado.
“Os estoques de passagem estavam em níveis reduzidos. Além disso, a nova safra entrou em velocidade reduzida, enfraquecendo a oferta”, explicou Carvalhaes, que acredita que as embarcações retomem aos níveis normais até setembro, com a entrada de café colhido no mercado.
Do volume exportado em julho, 1,49 milhão de sacas foram de café arábica, com queda de 6,9% em relação a julho de 2016. As vendas externas de conilon caíram 57,3%, para 16,346 sacas, refletindo a menor oferta da espécie no Brasil, após os longos períodos de seca no Espírito Santo.
Com os resultados de julho, as embarcações nos primeiros sete meses do ano caíram 8% na comparação com o mesmo intervalo de 2016, para 16,7 milhões de sacas de 60 kg. No período, a receita subiu 7,2%, na mesma base de comparação.