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Decisão sobre importação de conilon é adiada, mas Mapa impõe condição

Por Equipe CaféPoint (CaféPoint)
postado em 08/02/2017

10 comentários
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Por Thais Fernandes

Mais um capítulo da disputa entre indústria nacional de café torrado e moído e a de solúvel versus setor produtivo de café conilon ocorreu nesta terça-feira (7/1). A indústria pede a abertura à importação do grão de outras origens e argumenta que não há café disponível no país. Do outro lado, o setor produtivo sustenta que há conilon suficiente para abastecer as empresas, mas que é preciso pagar o valor mais alto, em decorrência da forte seca que atingiu os principais estados produtores nos últimos anos.

Foto: Seag/ ES
O ministro Blairo Maggi se reúne com setor e bancada ruralista e adia decisão sobre a importação de café conilon


Na mais recente reunião com produtores e bancada ruralista do Espírito Santo, principal estado produtor da variedade, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) optou por adiar por mais alguns dias a decisão sobre a importação de café robusta. Participaram também da reunião com Maggi, o diretor-presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Marcelo Suzart; OCB-ES; Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café (Cetcaf); Cooabriel; Centro do Comércio do Café de Vitória (CCCV); Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado (Fetaes); Confederação Nacional da Agricultura (CNA); dentre outros.


Apesar da boa notícia para os produtores, Maggi impôs uma condição. O ministro deu um prazo para que o setor apresente, até o fim desta semana, um relatório apontando quais os municípios e os armazéns onde estão os quatro milhões de sacas de café conilon, levantadas em estudo independente dos capixabas. Após a apresentação, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai conferir os dados para, posteriormente, o ministro encaminhar pela recomendação da liberação da importação ou não. Segundo a Sega/ES, se comprovado o estoque será descartada a importação.

O diretor-presidente do Incaper apontou, ainda, que a próxima safra já começa a ser colhida dentro dos próximos 60 dias e que, com isso, mais grãos vão chegar ao mercado. “Representantes da indústria presente disseram que eles não estão comprando e que tem estoque até maio, junho. E nós temos estoque nas cooperativas, produtores. Já houve comercialização nos últimos meses. O mercado está ofertando e a indústria não está comprando”, destacou Suzart.

Ele firmou que ao contrário do levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que apontou que existem, aproximadamente, 2,2 milhões de sacas disponíveis nos estoque. Esse número deve chegar a 4 milhões de sacas no levantamento do Estado, juntamente com Bahia e Rondônia. “O levantamento da Conab não levou em consideração os dados de todos os municípios”, apontou.

“O Espírito Santo tem café para oferecer. Nos próximos meses, o produtor começa a colher a nova safra e precisa liberar o estoque. Contando as sacas vendidas em janeiro, temos junto com os demais estados produtores aproximadamente 4 milhões”, acrescentou o presidente do Incaper. Na tarde de segunda-feira (6/2), uma reunião foi realizada com o governador em exercício do Espírito Santo, César Colnago; o secretário de Estado da Agricultura em exercício, Marcus Magalhães; membros da bancada federal e representantes do setor produtivo para debater o assunto.

A proposta do Governo
De acordo com números da Conab, existe um déficit de 1,274 milhão de sacas para atender à indústria brasileira. A proposta do governo é liberar a importação de um milhão de sacas, com distribuição mensal de 250 mil sacas de fevereiro a maio. Para isso, o café seria incluído na lista de exceção da TEC (Tarifa Externa Comum), até o limite de um milhão de sacas, com alíquota de 2%. Acima desse limite, a alíquota de exportação, que hoje é de 10%, sobe para 35%.

O Mapa destaque que seus dados demonstram queda na safra de café no Espirito Santo, em 2016, de 45% em relação ao ano de 2014. E a previsão para este ano é de que a safra seja muito próxima a do ano passado. Em contrapartida, as exportações aumentaram 116% sobre a média do período de 2010 a 2013 e, em 2015, foi registrado crescimento 163% acima da média de 2010 a 2013.

Veja, abaixo, os gráficos divulgados pelo Mapa sobre evolução da produção e da exportação:

Gráfico: Mapa

Gráfico: Mapa

 

 

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Comentários

Cidione Souza

OUTRA - Tocantins - Estudante
postado em 08/02/2017

Café tem! E so pagar o preço justo... 430,00 na saca e brincadeira.... Fora eles querem pagar ate 700,00 e no pais pagar mixaria... O produtor e da roça mas não. E burro....

GINOAZZOLINI NETO

Londrina - Paraná - Produção de café
postado em 09/02/2017

Este Maggi entende mesmo é de SOJA. Nunca esteve numa lavoura de café, não sabe nada de cafeicultura, vive no ar condicionado a mercê dos lobbys das Indústria de solúvel.

Jose robson Vescovi Ramos

Fundão - Espírito Santo - Produção de café
postado em 09/02/2017

Sou Produtor de cafe e comerciante na cidade de fundão_ES, com quem converso, todos me dizem que tem cafe estocado, so que com a crise e poupança baixo rendimento, o cafe estocado virou bom investimento, pois a medida que se  precisa de dinheiro, o produtor vai se desfazendo do estoque, e com isso aguarda a subida de preços, porque o custo do cafe irrigado e as despesas estão muito alta.

Lucas tomaz

Jaguaré - Espírito Santo - Produção de café
postado em 09/02/2017

Os produtores de café do espirito santo chegaram a perder cerca de 80 % de suas rendas dos últimos dois anos. mas pelo que parece isso não tem nenhuma importância para o ministerio da agricultura. O que parece que importa mais para eles é o lucro e o bem estar da industria de solúvel. Isso sem falar da arrecadação de até 35% de ICMS sobre o suposto café que eles querem importa.

Carlos Alberto de Carvalho Costa

Muqui - Espírito Santo - Produção de café
postado em 09/02/2017

No dia 06/02/2017 o Ministro Blairo Maggi estava em uma reunião na FIESP, exatamente um dia antes dá reunião no MAPA com os produtores e diversas outras entidades representativas do setor, me explica direitinho, esse senhor é ministro dá Agricultura ou dá Indústria e Comércio? Para que importar café se já estamos quase iniciando a colheita? Muito esquisito todos estes questionamentos
.!!!!!!!!!!!!

GINOAZZOLINI NETO

Londrina - Paraná - Produção de café
postado em 10/02/2017

Cadê os nossos representantes? Sindicatos, Federação da Agricultura, Cooperativas de Café, enfim , esta turma que arrecada e não faz nada. Todos sabem dos interesses escusos desta proposta.

Jose robson Vescovi Ramos

Fundão - Espírito Santo - Produção de café
postado em 11/02/2017

O produtor está num barco furado em alto mar, cuja ondas estão acima de nos, não temos dominio sobre estas ondas, igualmente a mente destes governantes como as ondas nos joga de um lado para outro até que um vento nos joque em direção de uma rocha, ai vai tudo mundo para o fundo. Não havera resgate, so nos resta o desanimo e a morte da nossas esperança nos espera. Não vemos luz no final do tunel e futuro inexistente.

Elder G. Baldon

Nova Venécia - Espírito Santo - Produção de café
postado em 14/02/2017

O que esperamos do nosso governo. PATRIOTISMO.O ministro da agricultura, para fazer jus a pasta. Teria por uma questão de logíca, está lutando pela nossa agricultura, não ao contrário, isso que não entendo.

Elder G. Baldon

Nova Venécia - Espírito Santo - Produção de café
postado em 14/02/2017

O que esperamos do nosso governo. PATRIOTISMO.O ministro da agricultura, para fazer jus a pasta. Teria por uma questão de logíca, está lutando pela nossa agricultura, não ao contrário, isso que não entendo.

joao filipe bruno

Pancas - Espírito Santo - Produção de café
postado em 17/02/2017

O produtor necessita de preço justo para trabalhar, sem isto ele não consegue manter os altos custos de manutençao de uma lavoura. Importar café nas vesperas de uma colheita será sabotar o próprio mercado interno, devido ao fato de que com menos dinheiro no bolso o produtor investirá menos.  Preço justo é apenas o que queremos!

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