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Estoque de produtores deve dobrar dado levantado pela Conab sobre conilon

POR EQUIPE CAFÉPOINT

POLÍTICA

EM 20/01/2017

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Por Thais Fernandes

Apesar de ter recebido sinal verde para utilizar o apoio de equipes técnicas como a do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a Companhia Nacional de Abastecimento - Conab não quis modificar sua metodologia para fazer o levantamento de estoque de café conilon capixaba disponível para o mercado.

“A Conab fez em um tempo muito curto a avaliação. Nós colocamos a nossa equipe do Incaper em todos os municípios à disposição, mas devido à metodologia estabelecida eles não foram consultados”, informou Marcelo Suzart de Almeida, diretor presidente do Incaper ao Jornal do Produtor, produzido pelo canal de televisão do Sistema CNA/SENAR.
Suzart participou, nesta terça-feira (17/1), da reunião entre o Mapa e o setor produtivo quando a Conab anunciou 2,14 milhões de sacas de café conilon em que o número em armazéns particulares. O resultado, contudo, contraria levantamento apresentado anteriormente pelo deputado federal Evair de Melo (PV/ES). Outras entidades capixabas como a Federação da Agricultura do Espírito Santo, a OCB/ES e Centro de Comércio do Café de Vitória (CCCV) deram respaldo o documento. O levantamento do setor aponta que entre os estados produtores de Espírito Santo, Rondônia e Sul da Bahia, ainda há pelo menos 4 milhões de sacas de conilon.

Os capixabas criticaram a postura adotada no trabalho oficial, encomendado pelo Ministério da Agricultura (Mapa), que terminou por não apurar os estoques dos próprios cafeicultores. “A informação que eu tenho é de que apenas sete municípios tiveram a visita dos fiscais da Conab para fazer avaliação. Pedi a lista de quais municípios foram visitados a um técnico da Conab, mas ele disse que não pode me entregar. Enfim, existe uma controvérsia que é mais ou menos o dobro. Provavelmente nós temos 4 milhões de estoque de café conilon no Espírito Santo, Sul da Bahia e Rondônia”, concluiu Suzart.

Ainda antes da reunião, o presidente do Sistema OCB/ES, Sr. Esthério Sebastião Colnago, se manifestou contra à possível importação de café verde. “Somos completamente contrários à medida e vamos lutar para que não aconteça”. Veja, abaixo, pronunciamento de Colnago:




O presidente da Comissão Nacional do Café da CNA, Breno Mesquita, que também esteve presente na reunião, reforçou a necessidade de incluir os estoques dos produtores. “No Espírito Santo é hábito do produtor guardar café nas propriedades. Por isso, as entidades questionaram a metodologia usada pela Conab. Isso significou a diferença entre o número da Companhia e do produtor”, afirmou ele em entrevista ao CaféPoint.

Mesquita lembra, ainda, que a partir de março haverá entrada de café conilon da nova safra no mercado. “Acreditamos piamente que o ministro não vai aprovar a importação, porque existe café disponível”, concluiu Mesquita.

Mapa e a importação
Ao CaféPoint o Ministério da Agricultura informou que o relatório da Conab “será utilizado para nortear a decisão do Governo sobre a inclusão do café conilon na LETEC. O volume encontrado foi de 2,14 milhões de sacos sendo 1,7 milhão no ES, 431,8 mil na BA e 20,7 mil em RO”.

A respeito da crítica a metodologia adotada pela Conab no levantamento, o Mapa afirma que “A Conab, como empresa vinculada ao Mapa, realizou a auditoria dos estoques com competência. O resultado apresentado está coerente com o balanço de oferta e demanda deste produto. O relatório do setor produtivo do ES foi acolhido e analisado e, serviu de motivação para a auditoria da Conab. Os resultados apresentaram diferença considerável”.

Ainda sem previsão para a decisão final, já que o ministro Blairo Maggi iniciou nesta terça-feira (17/1) missão ao exterior, o Mapa informou ao CaféPoint que “O assunto é considerado como decisão de Governo por envolver produtores e indústrias. As negociações estão em curso com decisão o mais breve possível. O Mapa, que tem ação no apoio ao produtor, apresentará uma proposta que não prejudique o produtor, mas que garanta o abastecimento nacional do café para atender o mercado interno e os compromissos de exportação”. 

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JAIME DE SOUZA

ITUETA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 23/01/2017

No Brasil  nao ha fiscalizaçao   nas industrias de torrefaçao de cafe  . A quantidade de palha de cafe  que e misturada  junto com o nosso produto daria mais ou nenos a produçao do Mexico por dois anos. Nao sou fiscal mas  tambem nao sou cego. Qual produtor que nunca viu ou nunca vendeu palha ?
RENATO PITA MACIEL DE MOURA

BAEPENDI - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 23/01/2017

Acho que a questão principal não é o estoque existente. A pergunta é: por quê os torrefadores e produtores de café solúvel brasileiros devem pagar mais pelo Conillon brasileiro do que pagariam pelo Coniloon importado!
CARLOS ALBERTO DE CARVALHO COSTA

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 23/01/2017

Logo no dia 17/01/2017 que o ministro Bairo Maggi saiu em "missão especial" . Porque o MAPA não quer fazer outro levantamento com o auxílio dá Incaper/ES. Nós produtores apesar de economicamente sermos inferiores à indústria, somos muito superiores quantitativamente o que poderá ocasionar um caus imensurável no nosso estado se for liberado a importação
AUGUSTO SÁVIO MESQUITA

SALVADOR - BAHIA - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 23/01/2017

Deve-se, ainda, alertar às autoridades e produtores rurais sobre os riscos fitossanitários da importação de café, pois há pragas de importância quarentenária (A-1), que podem ser introduzidas no País, como, por exemplo, espécie de Fusarium de grande virulência, endêmica no Continente Africano e a erva invasora Striga sp., de efeitos gravíssimos.