
"A receita de julho de 2010 é R$ 320 milhões superior ao do mesmo período do ano passado", afirma Guilherme Braga, diretor geral do CeCafé. Segundo dados da entidade, no gráfico mensal de Participação por Qualidade, o arábica responde por 83% das vendas do país, enquanto o solúvel por 11%, e o robusta por 6% das exportações.
Nos acumulado dos últimos doze meses, o balanço mostra que o Brasil exportou 29.953.809 sacas, para uma receita de US$ 4.595.055.
Em relação aos mercados compradores, a Europa surge com 54% de participação da importação do produto brasileiro no período janeiro a julho, enquanto América do Norte responde por 21%, a Ásia por 17%, e a América do Sul por 6%.

Na avaliação por países, os Estados Unidos lideram, com a aquisição de 3.177.564 sacas entre janeiro e julho, seguida pela Alemanha, com 3.157.075, e a Itália, com 1.377.191. No quarto lugar está o Japão, com 1.189.689 sacas.

Nos principais portos de embarque o resultado foi o seguinte: Santos , com 12.727.306 sacas no período janeiro/julho (75,7% do total), seguido de Vitória, com 2.016.948 sacas, (12%), e o Rio de Janeiro, com 1.508.030 sacas (9%).
Segundo Guilherme Braga, a safra brasileira de café é boa e cobre as necessidades do mercado. Deve haver, inclusive, ligeira recuperação dos estoques. Na sua avaliação, os estoques podem ficar entre 2 milhões e 6 milhões de sacas. No caso de 2 milhões, haverá "um elemento de alta". Já os 6 milhões "não exercem pressão de baixa".
O comportamento dos preços neste semestre será determinado pelo clima. Se a florada não for boa, o mercado começará a praticar preços mais elevados. O Brasil exportou menos neste ano, mas recebeu mais.
As informações são do CeCafé, adaptadas pela Equipe CaféPoint.