No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 291,71, com valorização de 1,26%, segundo o indicador Cepea/Esalq. A variação no mês acumula valorização de 2,84%.
A alta dos preços no mercado interno foi impulsionada pela alta do dólar. Os preços devem permanecer em alta até a entrada de maior volume de cafés da nova safra.
O leitor do CaféPoint Aldair Crespo Santos, produtor de robusta em São Mateus/ES, informou que a produção de café conilon no norte do Espirito Santo, vai de mal a pior. A previsão é de queda de 30 a 40% na produção. "Muitos produtores já finalizaram a colheita com péssimos resultados. Nos resta agora tentar segurar a safra para forçar uma alta dos preços pois a expectativa até novembro é que chegaremos a mais de R$180,00 a saca de 60 kg. Em 2008 chegou até á R$225,00."
De acordo com Cepea, muitos produtores de robusta estão retraídos nas vendas, insatisfeitos com os atuais preços. Nessa quinta-feira, 20, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 161,11/saca de 60 kg, valor cerca de 20% inferior em relação à média de maio do ano passado, em termos nominais. Para as próximas semanas, a entrada de um grande volume de grãos da nova safra (2010/11) pode limitar uma possível recuperação dos preços do robusta.
Como está o mercado em sua região? Por favor, utilize o box de cartas abaixo para troca de informações sobre o mercado de café, informando preços e o que está acontecendo no mercado em sua região.
Gráfico 1. Indicador Cepea/Esalq - arábica X contrato BM&FBovespa

Tabela 1. Principais Indicadores e cotação do Dólar

Mercado futuro
Em Nova York, o primeiro vencimento, julho/10, teve queda de 85 pontos, fechando a 131,65 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para setembro/10 terminaram o pregão a 132,95 centavos de dólar por libra-peso, também com desvalorização de 85 pontos frente as cotações da véspera.
As queda em NY foram puxadas pelos temores de que a crise europeia se espalhe. O declínio das cotações do café foi, basicamente, uma resposta à chamada ''aversão ao risco''. Os mercados de commodities e ações costumam ser pressionados quando aumentam as incertezas sobre a economia global.
Segundo analistas, os sinais de oferta e demanda do mercado de café representam papel secundário neste momento. Agora, os indicadores macroeconômicos são levados mais em consideração. Por um lado, o consumo de café segue firme no mundo e os estoques são cada vez mais apertados, especialmente de grãos de maior qualidade. Por outro, a expectativa é de uma grande safra no Brasil.
Gráfico 2. Contrato café, ICE Futures U.S.

A BM&FBovespa acompanhou Nova York e encerrou o pregão em queda. O vencimento setembro/10 registrou queda de US$ 0,45, fechando a US$ 156,75 a saca, a menor cotação desde o dia 27 de abril.
Tabela 2. Comparativos das principais Bolsas de café

Dólar
A cotação da moeda norte americana encerrou o dia com alta de 1,69%, sendo cotada a R$ 1,867.
Acesse a tabela completa das cotações dos mercados futuro e físico aqui
Natália Fernandes, Equipe CaféPoint, com informações do jornal O Estado de S.Paulo
