O comportamento das cotações do Coffea canephora nos principais países produtores foi analisado pelo Bureau de Inteligência Competitiva do Café, da Universidade Federal de Lavras (Ufla). “Existe uma correlação entre as cotações do C. canephora nas quatro origens analisadas”, pontuou o Bureau em seu Relatório Internacional de Tendências do Café de novembro.
“Até novembro de 2015, a cotação no Brasil permaneceu abaixo dos valores praticados por Uganda e próximo ao negociado no Vietnã e Indonésia. A partir de dezembro do mesmo ano, houve um descolamento em relação às cotações dos demais países”, pontua o texto.
Ainda em dezembro de 2015 o Relatório aponta que as cotações dos concorrentes iniciaram tendência de queda em comparação com novembro, mas a cotação do café brasileiro continuou em alta. “Desde então, as cotações do C. canephora brasileiro permaneceram em patamar superior ao dos demais concorrentes. Além disso, houve um alargamento do diferencial em relação ao Vietnã (maior produtor desta espécie), que passou de R$ 8,66/saca em janeiro/14 para R$109,43 em setembro/16”.
Na análise, feita para o projeto Campo Futuro, o Bureau considerou as cotações na origem, Free on board (FOB), para Vietnã, Brasil, Indonésia e Uganda. “Foi constatada uma redução na oferta devido aos problemas meteorológicos nas principais regiões produtoras desta espécie no Brasil, explicando o comportamento das cotações”.
Veja, no Gráfico abaixo, que o comportamento das cotações foi semelhante entre as diferentes origens:
Veja a análise completa do Relatório de novembro clicando aqui. O texto também aborda os investimentos em tecnologia e treinamento como aposta para ampliar a produção e a produtividade em diversos países, além de análises dos setores industrial e de serviço.