Tratos culturais valorizam café rondoniense
Com a colheita na fase final, devendo atingir 100% no próximo mês, de acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), os cafeicultores de Rondônia começam a colher os bons frutos pelo investimento nos tratos culturais, qualificação e aperfeiçoamento da mão-de-obra. Grãos secados nos tradicionais terreiros de café apresentam um sabor mais encorpado, de boa aceitação no mercado
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 1 minuto de leitura
De acordo com assistente técnico da Emater, Benedito Alves, cerca de 20 produtores da região central estão produzindo o café tipo exportação, com orientações da entidade, e ganhando mais. O agricultor Bento Estoco, de Ji-Paraná, por exemplo, aumentou o lucro em R$ 20 por saca. Ele, que investe na lavoura consorciada com frutas e leguminosas, vendeu 80 sacas do café tipo 6 para melhor, produzidas em um alqueire.
Segundo Alves, as torrefações do estado têm dado preferência aos grãos secados nos terreirões por apresentarem um sabor mais encorpado, de boa aceitação no mercado. "O café secado nas secadoras dos cerealistas não tem a mesma qualidade, pois o produto é trabalhado com mais de 200º C e o resultado final é um café com gosto de queimado e fermentado", comparou.
Segundo ele, "algumas marcas de café mantêm sua qualidade há muitos anos valorizando o produtor rural que faz a secagem no terreiro. O manejo técnico, ou seja, o ato de mexer o grão continuadamente, é que vai determinar o tipo de café", explicou em reportagem da Folha de Rondônia.
Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no CaféPoint.
Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!
Publicado por:
CaféPoint
O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!