O CEO da Starbucks, Howard Shulz, escreveu uma carta aberta que responde às ações do governo norte-americano na semana passada, incluindo uma medida para restringir o acesso de refugiados e migrantes de sete países muçulmanos aos EUA.
Em sua carta, Schulz descreveu os planos da companhia de contratar 10.000 refugiados em todo o mundo, oferecer suporte adicional para imigrantes não documentados que entraram no país como menores de idade e agora trabalham na Starbucks, aumentar os esforços para apoiar o negócio no México e garantir aos funcionários, a quem a companhia se refere como parceiros, acesso ao seguro de saúde.
"Estamos vivendo em um momento sem precedentes, em que testemunhamos a consciência de nosso país e a promessa do Sonho Americano sendo questionadas", disse Schulz na carta.
Schulz disse que a iniciativa de contratar refugiados começará nos EUA, com foco naqueles que ajudaram as tropas americanas em zonas de guerra.
"Há mais de 65 milhões de cidadãos do mundo reconhecidos como refugiados pelas Nações Unidas, e estamos desenvolvendo planos para contratar 10.000 deles ao longo de cinco anos nos 75 países ao redor do mundo onde a Starbucks faz negócios. E vamos começar este esforço aqui nos EUA, focando inicialmente nossos esforços na contratação daqueles indivíduos que serviram com as tropas dos EUA como intérpretes e pessoal de apoio nos vários países onde nossas forças armadas pediram esse apoio”.
A carta de Schulz descreve seu compromisso com os valores da empresa e como ele planeja implementá-los em resposta às recentes mudanças na política do governo dos EUA.
"A Starbucks tem e sempre será uma oportunidade para os nossos jovens que estão trabalhando para conseguir o seu primeiro emprego nos 75 países onde fazemos negócios, oportunidade para os nossos agricultores que se importam tanto com o café de alta qualidade que oferecemos aos clientes em todo o mundo, e sim, oportunidade para aqueles que vêm para a América em busca de seu próprio novo começo - seja com a Starbucks diretamente, ou através de nossos fornecedores ou de nossas empresas parceiras".
"Assim, enquanto procuramos entender o que as novas políticas da Administração significam para nós e nossos negócios, tanto no mercado interno como no mundo, posso garantir que faremos o que for necessário para apoiá-los, nossos parceiros, para realizar seus próprios sonhos e alcançar suas próprias oportunidades. Estamos no negócio para inspirar e nutrir o espírito humano, uma pessoa, um copo e um bairro de cada vez - se esse bairro está em um Estado Vermelho ou um Estado Azul; um país cristão ou um país muçulmano; uma nação dividida ou uma nação unida. Isso não vai mudar. Você tem minha palavra sobre isso”.
As informações são do http://gcrmag.com / Tradução por Juliana Santin
Starbucks se compromete a contratar 10.000 refugiados
Schulz disse que a iniciativa de contratar refugiados começará nos EUA, com foco naqueles que ajudaram as tropas americanas em zonas de guerra.
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