Silas Brasileiro: BB não aceitava spread de 4%

O deputado federal Silas Brasileiro enviou ofícios a ministros e ao Presidente da República, solicitando elevação do spread bancário nas operações do Funcafé para 4,5%. A taxa havia sido reduzida unilateralmente pelo Ministério da Fazenda e, paradoxalmente, o Banco do Brasil era o principal agente repassador a se recusar a atuar nesta condição.

Publicado por: CaféPoint

Publicado em: - 1 minuto de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

A falta de sintonia das diversas instâncias do governo federal na condução da política agrícola ficou patente no episódio da definição da taxa de remuneração (spread) dos agentes repassadores dos recursos do Funcafé.

Em ofícios enviados, no último dia 27/06, para os Ministros da Fazenda, Casa Civil, Relações Institucionais e da Agricultura, além do Presidente da República, o Deputado Silas Brasileiro deixou claro que o Banco do Brasil não aceitou efetuar as operações com os produtores, devido à redução da taxa de remuneração dos agentes financeiros repassadores dos recursos do Funcafé de 4,5% para 4%.

O deputado salientou ainda que tal redução foi feita pelo Ministério da Fazenda, à revelia do CDPC e de seu Presidente, o Ministro da Agricultura. Ressaltando também, que os recursos advinham do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira - FUNCAFÉ, que foi constituído com recursos oriundos de produtores e demais agentes da Cadeia do Café, com finalidade específica.

Ainda de acordo com o deputado, o Banco do Brasil, não havia aceitado a redução por ter que arcar com o risco da operação, pois, de acordo com a Resolução nº 2682 BACEN de 21/12/1999, o repassador é obrigado a realizar uma provisão para crédito em liquidação de 3% no ato da concessão do empréstimo, já que a maior parte dos cafeicultores, pela própria natureza de risco inerente à sua atividade, está classificada no nível "C".

O interessante é que, para agentes privados, tais como Bancoob (R$ 100 milhões), Banespa (R$ 20 milhões), Bradesco (RS 1 milhão), Banestes (R$ 15 milhões), Santander (R$ 10 milhões) e Credivar (R$ 3 milhões), a redução da taxa não era impeditivo para a realização dos financiamentos.

Fonte: Equipe Café Point, com informações do Escritório de Apoio ao Agronegócio do Café e do Jornal O Estado de São Paulo.
QUER ACESSAR O CONTEÚDO? É GRATUITO!

Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no CaféPoint.

Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto CaféPoint

CaféPoint

O CaféPoint é o portal da cafeicultura no Brasil. Contém análises de mercado, perspectivas, cotações, notícias e espaço para interação dos leitores, além de artigos técnicos que abordam produção, industrialização e consumo de café. Acesse!

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe CaféPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.