Os preços do café caíram em reais e em dólares no Brasil, em média, no mês de outubro no comparativo com setembro, à exceção do conilon, que teve avanços nas cotações. É o que mostra levantamento de SAFRAS & Mercado.
O analista de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, ressalta que o segundo contrato de café negociado na ICE Futures em Nova York acumulou desvalorização média de 9,38% ao longo de outubro. Assim, a despeito de eventuais repiques, o mês de outubro serviu para consolidar as perdas anteriores, dando fôlego para a trajetória negativa iniciada em setembro.
O deslize internacional, observa Barabach, foi compensado internamente em parte pela valorização do dólar e pela resistência dos produtores. A postura dos produtores foi fundamental para a sustentação dos preços, dosando as vendas e, com isso, mantendo a oferta reduzida, o que forçou um descolamento positivo do referencial da Bolsa de NY. Enfim, o preço interno caiu menos do que a queda observada nos referenciais mundiais, comentou Barabach.
O arábica de bebida dura tipo 6 do Sul de Minas Gerais terminou outubro cotado, em média, a R$ 501,80 a saca de 60 quilos, com desvalorização de 3,92% em relação a setembro, quando trocava de mãos a R$ 522,29 a saca. O analista destaca que o patamar psicológico de R$ 500 a saca foi perdido nos últimos movimentos do mês. Em divisa norte-americana esse mesmo café recuou 4,71%, com a saca da bebida negociada a US$ 283,54.
A bebida mais fina do Cerrado mineiro alcançou preço médio de R$ 513,85 a saca de 60 quilos em outubro, acumulando desvalorização de 3,70% na comparação com setembro, quando foi negociada a R$ 533,62 a saca. Em divisa estrangeira, a queda foi de 4,50%, com fino do Cerrado em torno de US$ 290,35 a saca.
O café Rio tipo 7 da Zona da Mata de Minas Gerais sofreu menos com as perdas externas, recuando 0,82% para ser cotado a R$ 314,65 a saca em outubro. Ele busca aproximação com bebidas melhores, ainda bastante valorizadas em relação aos demais cafés, avalia Barabach. A procura interna e a fidelidade externa deram suporte para esse movimento de valorização interna do Rio, diz. Em dólar, a bebida Rio trocou de mãos a US$ 177,79 a saca, caindo 1,63% em comparação a US$ 180,74 a saca do mês anterior.
O arábica duro com 600 defeitos voltado ao consumo interno foi o que apresentou pior desempenho em outubro. O fim do inverno no Brasil e o aumento da oferta de resíduo de exportação, diante da elevação do volume embarcado de safra nova, justificam essa desvalorização relativa, aponta o analista. Em outubro esse café trocou de mãos a R$ 326,50 a saca, baixa de 4,84%.
E, por fim, o conilon tipo 7 capixaba, na contramão dos demais cafés, subiu bastante, acumulando valorização de 4,16%. Encontrou suporte no dólar, na retranca vendedora e na agressividade da demanda interna, descreve Gil Barabach. O conilon subiu a despeito da queda de 9% da LIFFE, bechmark internacional para o robusta. O conilon tipo 7 fechou outubro EM R$ 234,40 a saca. Em divisa estrangeira, foi vendido a US$ 133,58 a saca, alta de 3,31%.
As informações são da Agência Safras, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
SAFRAS: destaca queda nos preços do café no Brasil em outubro
Os preços do café caíram em reais e em dólares no Brasil, em média, no mês de outubro no comparativo com setembro, à exceção do conilon, que teve avanços nas cotações. É o que mostra levantamento de SAFRAS & Mercado.
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