Russos se interessam pelo café da Guatemala

A mudança na cultura russa por beber mais café de qualidade é algo que os produtores e as autoridades da Associação Nacional de Café (Anacafé) devem aproveitar na próxima semana. A chegada de uma delegação de importadores e torrefadores russos, que buscarão estabelecer contatos diretos com os produtores nacionais, abre a porta para que o grão guatemalteco fortaleça sua posição neste nicho de mercado.

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A mudança na cultura russa por beber mais café de qualidade é algo que os produtores e as autoridades da Associação Nacional de Café (Anacafé) devem aproveitar na próxima semana. A chegada de uma delegação de importadores e torrefadores russos, que buscarão estabelecer contatos diretos com os produtores nacionais, abre a porta para que o grão guatemalteco fortaleça sua posição neste nicho de mercado.

O gerente de importações da firma Orimi Trade, com sede em São Petersburgo, Dmitri Fetodov, que chegou à Guatemala antes da delegação, comentou que a cultura russa está mudando, passando do hábito de tomar chá ao café, de forma que surge a oportunidade à Guatemala aumentar suas exportações do grão.

Durante uma entrevista com o Prensa Libre, Fetodov disse que o consumo de café da Guatemala no mercado russo é um fenômeno novo que data dos últimos dois anos. "Por isso, creio que será positivo ampliar nosso conhecimento do café da Guatemala".

Segundo ele, há cinco ou seis anos o café não tinha tanto mercado, até que ocorreu um boom na demanda. Atualmente, a Orimi Trade vende café torrado e moído não somente no território russo, mas também, na Ucrânia e Bielorrúsia.

Fetodov destacou que outro aspecto interessante é que nos últimos cinco anos, foram estabelecidas novas cadeias de cafeterias em diversas cidades da Rússia que competem com companhias internacionais como a norte-americana Starbucks.

O consumo de café, segundo ele, começou a fazer parte dos costumes sociais dos russos nos últimos dois anos. Como em outras partes do mundo, uma xícara de café na Rússia custa cerca de US$ 2,50, mas ainda não se sabe quanto poderia custar uma xícara de café tipo gourmet como o da Guatemala. Apesar de famoso, o café guatemalteco compete com os cafés de Colômbia, Java, Etiópia, Indonésia e Índia.

Fetodov chegou à Guatemala procedente da Costa Rica e depois viajará a Nicarágua com o fim de explorar as oportunidades com outros produtores.

O diretor da Anacafé, William Hempstead, disse que a chegada do grupo de importadores e torrefadores russos é importante porque denota que a qualidade do café guatemalteco está presente nesta parte do mundo.

Durante a colheita de 2006-07, a Guatemala exportou 3,75 milhões de sacas de 60 quilos e na atual colheita se espera um volume de exportação aproximado de 3,85 milhões de sacas.
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