O relatório revela o impacto severo de eventos climáticos extremos, como chuvas irregulares e até neve na Etiópia, e a influência do fenômeno El Niño na Tanzânia, que agravou problemas como pragas, enchentes e erosão do solo. As adversidades resultaram na redução da produção de café em regiões-chave como Brasil, América Central, Etiópia e Tanzânia, afetando principalmente pequenos agricultores, que enfrentam maior insegurança financeira.
Para mitigar esses efeitos, a ICP implementou iniciativas voltadas para a diversificação de renda e práticas agroecológicas, com destaque para a apicultura e o cultivo de soja no Brasil, beneficiando 536 agricultores. Em Honduras, mais de 2.400 famílias diversificaram suas culturas, enquanto na Tanzânia o empreendedorismo jovem resultou em 56 novos negócios. A participação global feminina nos projetos da ICP cresceu 7% (de 35% em 2022 para 42%), e em alguns casos, como na Tanzânia, chegou a 57%.
Desde 2001, a ICP já alcançou mais de 118 mil famílias em 13 países e investiu € 20,9 milhões para apoiar pequenos agricultores. Para 2024, a organização continuará promovendo práticas sustentáveis e iniciativas de geração de renda, com foco em segurança alimentar e inclusão de grupos vulneráveis, como famílias chefiadas por mulheres.
Fonte: Comunicaffé International e ICP