Para além de uma capacitação tradicional, o projeto é um incentivo à sucessão familiar no campo e à visibilidade sobre o impacto de iniciativas que contribuem para a preservação dos recursos naturais, ambas respostas poderosas a desafios do setor.
“A grandiosidade do Fazedores se dá em tornar o campo um lugar mais atraente para as novas gerações e em preparar os jovens para implementar ações transformadoras em suas realidades”, conta Bárbara Velo, gerente de marketing e sustentabilidade de Cafés na Nestlé. “O projeto também é uma oportunidade valiosa de profissionalizar esses jovens na lida com o café especial e impulsionar técnicas regenerativas, que visam o beneficiamento do meio ambiente por meio da própria natureza - em sintonia com as tendências do mercado consumidor, o que impulsiona a criatividade e o empreendedorismo entre esses jovens”, completa.
Essa é a segunda turma formada neste ano. Em maio, o projeto viabilizou uma imersão no universo cafeeiro que teve duração de cinco dias (30h), em Ibicoara, na Chapada Diamantina (BA), com a participação de 35 jovens descendentes de agricultores.
Histórico
Após 80 anos dedicados ao café solúvel, a Nescafé ingressou na categoria especial e no segmento de café torrado e moído para coar. Paralelamente, buscou fortalecer seu programa de sustentabilidade, o “Cultivado com Respeito”, que conta com 20 técnicos responsáveis por oferecer suporte a mais de 1.300 famílias produtoras.
A partir disso, em 2019, surgiu a parceria com o barista Diego Gonzales, dono da cafeteria paulistana Sofá Café. Desde 2014 ele mantém a versão original e urbana do projeto Fazedores de Café, que visa formar gratuitamente jovens em situação de vulnerabilidade social, também refugiados e egressos do sistema prisional, a fim de se tornarem baristas qualificados.
“Há quase uma década o Fazedores faz do café um instrumento de real transformação em São Paulo. A Nestlé nos permitiu romper as barreiras da cidade e levar esse trabalho à roça, para aproximar os filhos de produtores de players respeitados do mercado de cafés especiais e dar a eles o conhecimento que muitas vezes se concentra nas grandes cidades e capitais”, comenta Diego.