No entanto, em relação ao mesmo período do ano passado e ao início de 2006, as cotações ainda estão em queda. Com a alta ocorrida em agosto, em média, os preços estão apenas cobrindo os custos de produção que, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), giram em torno de R$ 229 a saca.
"O produtor está segurando o café para poder ter um preço remunerador", explica Maurício Miarelli, presidente do CNC. A liberação de recursos para a estocagem, na ordem de R$ 900 milhões, incluindo o que era destinado à colheita e podia ser transformado em armazenagem, vai possibilitar o carregamento de até 8 milhões de sacas, segundo os cálculos do governo.
De acordo com a pesquisa do CNC (tabela 1), a região que registrou maior alta em comparação com julho foi a Alta Paulista, com variação de 9,5% em agosto, seguida pela Alta Mogiana, com 6,9%. De acordo com Anselmo Magno de Paula, gerente do Departamento de Café da Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas (Cocapec), apesar de a safra ser grande (41,6 milhões de sacas, segundo a Conab), o mercado está travado e, com menos liquidez, os preços sobem.
No Sul de Minas Gerais, o preço médio subiu 5,6%, enquanto na Baixa Mogiana Paulista, 4,9%. Comparando os valores praticados agora com os do início do ano, estão entre 10% e 20% mais baixos, na média das regiões.

Tabela 1 - Variação do preço do café (em %), média agosto/06 versus média julho/06.
Em relação a agosto de 2005, as cotações são quase 10% inferiores. As instituições que compõem o CNC abrangem quase 70 mil produtores e respondem por mais de 40% da safra nacional de café.
As informações são da Assessoria de Imprensa do CNC.