Primeira semana de julho encerra com contratos positivos para o café

Perda de força do dólar e postura de recompra de posições por parte dos fundos de investimento devido às mudanças climáticas no cinturão produtor do Brasil foram os principais motivos

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Segundo o Conselho Nacional do Café (CNC), na semana de 29 de junho a 2 de julho, os contratos futuros do café tiveram uma recuperação nos mercados internacionais, sendo puxados pela perda de força do dólar e pela postura de recompra de posições por parte dos fundos de investimento devido às mudanças climáticas no cinturão produtor do Brasil.

Na Bolsa de Nova York, o vencimento setembro/2020 acumulou ganhos de 740 pontos no acumulado até ontem (2), encerrando a sessão a US$ 1,032 por libra-peso. Na ICE Europe, o vencimento setembro/2020 fechou a US$ 1.202 por tonelada, avançando US$ 49 na semana.

O dólar comercial recuou no intervalo, com a divulgação de bons indicadores da economia dos Estados Unidos, em especial no que se refere ao relatório de emprego (payroll) de junho, que veio acima do esperado. Ontem, a moeda norte-americana encerrou a sessão a R$ 5,3499, acumulando perdas de 2,1%.

Em relação ao clima, a Somar Meteorologia informa que o fim de semana será de tempo firme na maior parte da região Sudeste, com baixas temperaturas na madrugada, podendo haver formação de geada nos pontos mais altos da Serra da Mantiqueira, entre 3 e 4 de julho.

Para o início da próxima semana, a chegada de uma nova frente fria pode provocar chuvas significativas no Paraná, com acumulados que podem chegar a 70 milímetros na maioria do Estado. Para São Paulo e sul de Minas Gerais, a previsão é de pancadas com menores acumulados, abaixo de 50 mm. Nas demais áreas mineiras e no Espírito Santo, as precipitações serão menos volumosas, abaixo de 15 mm.

No mercado físico, as cotações acompanharam o movimento externo e elevaram os preços. Os indicadores calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), para arábica e canéfora, se situaram em R$ 512,81/saca e R$ 347,77/saca, com avanços, respectivamente, de 4,9% e 1,2%.

Além do cenário internacional, o avanço foi puxado pela retração vendedora, com os produtores aguardando novas valorizações para retornar ao mercado depois das altas recentes. Também interferiu, conforme o Cepea, a postura dos produtores aguardando a passagem de uma frente fria no cinturão produtor, o que pode estimular preços maiores nos próximos dias.

As informações são do CNC.

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Equipe CaféPoint

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