Nesta sexta-feira, a OIC (Organização Internacional do Café) divulgou seu relatório mensal sobre o mercado cafeeiro, relativo a julho de 2008. No documento, o diretor-executivo da entidade, Néstor Osorio, citou o início do ano safra 2008/09 no Brasil e em alguns outros países produtores. Também fez alusão aos estoques iniciais brasileiros, que, em 1º de abril, totalizavam 11 milhões de sacas - o menor volume desde o início dos anos 80 -, à estimativa da Conab de 45,5 milhões de sacas para a safra nova, à fraqueza do dólar em relação a algumas moedas e ao aumento dos custos dos insumos e da mão-de-obra.
De acordo com ele, esses fatores supracitados opõem obstáculos ao desenvolvimento da cafeicultura em muitas nações exportadoras. "Nessas condições, é improvável que o volume da produção mundial no ano safra 2008/09 seja tão grande quanto algumas fontes sugerem, apesar de 2008/09 ser um ano de alta produção no ciclo produtivo bienal do Brasil", explicou o diretor-executivo da OIC, que complementou mantendo, com base nesses entraves, sua projeção anterior de 128 milhões de sacas para a safra mundial 2008/09.
Ainda em relação ao Brasil, Osorio anotou que, apesar de ser provável que a atual safra seja grande devido ao ciclo bienal, "é possível que seja preciso reter parte dela para atender às necessidades do consumo interno e da exportação em 2009/2010". Já no que se refere ao ciclo 2007/2008, ele também manteve sua estimativa anterior, de 118,137 milhões de sacas produzidas, número que representa uma queda de 6,56% em relação ao ano safra 2006/2007, quando foram colhidas, em todo o mundo, 126,435 milhões de sacas.
Concluindo, o diretor-executivo da OIC ressaltou que, apesar da firmeza dos preços, tanto a fraqueza do dólar norte-americano, quanto os preços cada vez mais elevados da produção e da manutenção das lavouras de café limitam a probabilidade de maior produção. "A resposta da oferta aos atuais níveis de preços provavelmente não será significativa, especialmente na América Central, onde os custos de produção são relativamente altos, e em alguns países africanos, onde o setor cafeeiro tem passado por dificuldades nos últimos anos. Além disso, prevê-se que o volume dos estoques iniciais do ano safra 2008/09 será o mais baixo de muitos anos", finalizou.
OIC acha improvável safra 2008/09 ser expressiva
A OIC (Organização Internacional do Café) divulgou seu relatório mensal sobre o mercado cafeeiro, relativo a julho de 2008. No documento, o diretor-executivo da entidade, Néstor Osorio, citou o início do ano safra 2008/09 no Brasil e em alguns outros países produtores. Também fez alusão aos estoques iniciais brasileiros, que, em 1º de abril, totalizavam 11 milhões de sacas - o menor volume desde o início dos anos 80 -, à estimativa da Conab de 45,5 milhões de sacas para a safra nova, à fraqueza do dólar em relação a algumas moedas e ao aumento dos custos dos insumos e da mão-de-obra.
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