Números da safra brasileira não 'batem', diz Osório

Os dados estatísticos da cafeicultura brasileira estão sendo questionados pelo diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Néstor Osório, que acha que os números referentes à produção, exportações, consumo e estoques não fecham as contas com a realidade. "A diferença é 10 milhões de sacas", concordou o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Manoel Vicente Bertone, que participou do 15º Encafé.

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Os dados estatísticos da cafeicultura brasileira estão sendo questionados pelo diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Néstor Osório, que acha que os números referentes à produção, exportações, consumo e estoques não fecham as contas com a realidade.

"A diferença é 10 milhões de sacas", concordou o secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Manoel Vicente Bertone, que participou do 15º Encafé.

Por isso, ele quer rever os dados. "Precisamos saber o que está acontecendo, pois mais uma vez fui questionado por Osório", disse. "Se não mudarmos isso vamos tomar decisões com base em informações erradas", acrescentou.

O diretor-executivo do Conselho Nacional dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafe), Guilherme Braga também vê contradição entre os números oficiais. Segundo ele, no ano agrícola 2006/07, de julho a julho, faltaram 3 milhões de sacas de café nos dados do mercado. Isso porque o consumo interno foi de 16 milhões de sacas, as exportações, 29 milhões, e a produção, 42 milhões. Já na safra 2007/08 a expectativa, disse, é que os números fechem com 12 milhões de sacas a menos. Ele se baseia na produção de 32,6 milhões de sacas, 27 milhões exportadas e 17,3 milhões de consumo.

As informações são de Viviane Monteiro, da Gazeta Mercantil.
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maury faleiros
MAURY FALEIROS

FRANCA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 19/11/2007

Basta ver o levantamento da -Agroconsult sobre o crescente endividamento e os custos de produção em Minas. O resto do pais é a mesma coisa. Acho que caixinha de maquiagem está acabando. A onça vai beber água logo, logo.
Antonio de Padua Nacif
ANTONIO DE PADUA NACIF

VIÇOSA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 19/11/2007

<b>Safra café 2007 - não estou entendo, e você?</b>

A Revista do Café, do Centro do Comércio de Café do Rio de Janeiro, edição nº 821/março-2007, publicou um artigo do Prof. Donizeti, da Universidade Federal de Lavras - UFLA, com claras e boas explicações sobre a influência do clima na cafeicultura. Nesse artigo é apresentado um quadro, elaborado pela PROCAFÉ/Varginha, que mostra a ocorrência de déficits hídricos e sua relação com as colheitas e variações de safras, no período de 1998 a 2006.

Dos dados apresentados é fácil verificar que em 2002 a cafeicultura sofreu um elevado déficit hídrico (252mm) que somado aos efeitos depauperadores das lavouras, devidos à grande safra anterior, causou uma quebra da safra brasileira em 2003 da ordem de 41,3%. No ano de 2006, a cafeicultura saiu de uma safra também grande, como a de 2002, e tivemos um déficit hídrico de 291mm. Portanto, se os demais fatores de produção da colheita de 2007 não forem de maior influência que os de 2002/03, era de se esperar para a safra de 2007 uma quebra de safra maior do que a ocorrida de 2002 para 2003.

Em 2006, no período de floração do cafeeiro (set-nov) tivemos inúmeros testemunhos das baixas floradas ocorridas no Sul de Minas, Zona da Mata, Cerrado Mineiro e Mogiana Paulista indicando forte queda de produtividade das lavouras. No momento atual as regiões de São Sebastião do Paraíso, Guaxupé, Franca e Cerrado mineiro estão confirmando, através de levantamentos próprios, quebras de safra da ordem de 50 a 60%.

Era isto o que eu estava deduzindo. Maior queda de safra de 2006 para 2007, em comparação com 2002/2003, devido ao maior déficit hídrico, permanecendo demais fatores na mesma dimensão anterior. Seguindo esse raciocínio, apliquei à produção de 2006 os mesmos percentuais de quebra observados em 2002/2003 (41,3% no total brasileiro), o que indicou uma safra de 25 milhões de sacas para 2007. Se os efeitos fossem maiores, como sugere o déficit de 291mm, o Sul de Minas deveria mesmo ir para uma quebra de 50/60%, como apontam as previsões dessa região, e por conseguinte, os reflexos nas demais regiões deveriam se ampliar, quem sabe para um total de 50% no Brasil.

Contudo, a CONAB, instituição de bom crédito na realização dos levantamentos de safra da cafeicultura, divulgou a sua previsão para a safra de 2007, da ordem de 32 milhões de sacas, com uma quebra de 24,6% sobre a safra de 2006. Agora sim. No confronto dessas duas situações me vejo na seguinte dúvida: ou este tal de déficit hídrico é frouxo ou? Ou? Quem viver, verá. Ou quem sobreviver penará, pois que, a falência já está, há muito, batendo às portas dos cafeicultores.! E agora, vem mais essa! Aos cafeicultores pergunto: O que está acontecendo com a produtividade de sua lavoura?
Felipe Rodrigues Paiva
FELIPE RODRIGUES PAIVA

VARGINHA - MINAS GERAIS

EM 19/11/2007

Não sei porque tanto mistério na previsão de safra. Como tudo no Brasil, orçamentos da união, estados e municípios só se sabe o valor real dos investimentos após executado os serviços, sendo assim porque não fazer uma pesquisa junto à todas as cooperativas de café do Brasil de quantas sacas entrou até setembro do corrente ano, pois após esta data entra muito pouco café.

Até setembro já se tem idéia da safra. É melhor sabermos quantas sacas foram colhidas realmente, do que termos informação somente da previsão. Após fechar o ano ninguém fica sabendo da safra real pois todos já estão pensando na safra seguinte, CPRs, custeio, e esquece o passado. O governo e os órgãos competentes precisam realmente serem mais sérios, pois a cafeicultura está a beira da falência. Se tivermos que pagar às dívidas inerentes do café, teremos que vender propriedades rurais e talvez não vai sobrar nada.

O governo deveria enxergar que o produtor de café é um grande contratante de mão de obra, principalmente desqualificada, que é um dos maiores problemas de nosso país. Nós não dependemos somente de nosso trabalho, mas sim do fator tempo e principalmente dos grandes exportadores e importadores de café. Socorro.

Felipe Paiva
Luiz Devos
LUIZ DEVOS

SACRAMENTO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 19/11/2007

Está marcado para amanhã o enterro dos cafeicultores brasileiros. Não tinha pior momento para o Sr. Bertone dar ao mundo a mais infeliz declaração. Se sua casa está desorganizada, que procure organizar para receber os convidados. Depois desta, chega! Não dá mais para comentar.
João Carlos Remedio
JOÃO CARLOS REMEDIO

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 19/11/2007

Está chegando a hora da verdade. De há muito, a cafeicultura vêm sendo maquiada. As previsões de safra realizadas principalmente por órgãos do governo não batem com a dos cafeicultores. Num mercado bastante especulativo, o café se tornou alvo de interesse de muitos. Só que neste universo de interessados, o grande prejudicado foi e continua sendo o cafeicultor. Precisamos é da verdade, doa a quem doer. Chega de mentiras. A cafeicultura exige respeito com urgência. João Carlos Remédio.