Nesta quarta Nova York segue morno

O mercado futuro de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) continuou sem novidades, nesta quarta-feira (22). A falta de interesse e o baixo volume de negócios persistiram e a volatilidade do dólar tem direcionado os preços. A Newedge Group comenta que os mercados de café, em Nova York e em Londres, continuam em consolidação do recente intervalo. Nova York mostra-se um pouco mais firme. Compras especulativas de curto prazo e cobertura de posição vendida seguraram os preços.

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O mercado futuro de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) continuou sem novidades, nesta quarta-feira (22). A falta de interesse e o baixo volume de negócios persistiram e a volatilidade do dólar tem direcionado os preços.

A moeda norte-americana subiu forte ontem, pressionando o mercado de commodities. O sentimento de aversão ao risco trazido pela retomada das vendas nas bolsas projetou o dólar para os níveis mais elevados em 19 meses ante o euro, a US$ 1,3162.

O contrato de café para Dezembro encerrou em leve baixa de 0,22% (menos 25 pontos), a 114,25 cents. A Newedge Group comenta que os mercados de café, em Nova York e em Londres, continuam em consolidação do recente intervalo. Nova York mostra-se um pouco mais firme. Compras especulativas de curto prazo e cobertura de posição vendida seguraram os preços.

Depois de meses de excesso, o mercado está entrando em uma fase mais calma, de pouco interesse, em que o elemento especulativo deve desempenhar um papel significativamente menor no dia-a-dia, informa a Newedge, acrescentando que o mercado se voltará para fatores fundamentais.

O petróleo e as demais commodities ressentiram-se da alta do dólar e Fundos continuam a liquidar posições.

No mercado interno, porém, a falta de liquidez persiste, dizem corretores. O exportador de café encontra dificuldade para contratação de Adiantamento sobre Contratos de Câmbio (ACC). Mesmo assim, a exportação em outubro segue ritmo forte, "pois são vendas acertadas anteriormente", diz um corretor.

A volatilidade do dólar impede uma tomada de decisão de compradores e vendedores, diz um corretor de Santos (SP). O comentário na praça de Santos é que os preços custam a ceder, mantendo-se praticamente estáveis em relação ao dia anterior. Café tipo 6, bebida dura para melhor, com 15% de catação, está cotado a R$ 255 a saca. Café tipo 6, fino, com até 12% de catação, vale R$ 260 a saca.

Na BM&F de São Paulo os contratos futuros de café arábica fecharam mistos. O contrato para Dezembro encerrou em queda de 1,10, a US$ 132,90 a saca. Março/09 caiu 1,25, a US$ 138,25 a saca.

Levantamento preliminar do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostra que os embarques de grãos verdes em outubro, até ontem, alcançavam 1.441.188 sacas, em alta de 5,3%, em relação ao observado no mesmo período do mês anterior. Em setembro foram embarcadas 2.653.913 sacas. Em outubro, até ontem, foram emitidos certificados de origem de 2.030.290 sacas, resultado 23,1% maior em comparação com o mesmo período do mês anterior.

A matéria foi publicada pela Agência Estado, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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