Michelotto, da Ipanema Coffees, fala dos benefícios da irrigação e a rapidez do retorno do investimento

A Ipanema Coffees produz café em 3.300 hectares. Em 2007 começaram a trabalhar com irrigação com a ideia de ter um sistema que garantisse produtividade. Como a Ipanema trabalha fortemente com exportação, acreditaram que a irrigação poderia funcionar como um seguro na garantia de produtividade em casos de escasses de água.

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A Ipanema Agrícola, criada em 1969, é reconhecida como uma das empresas de maior destaque no cenário mundial na produção de cafés especiais.

É na região do Sul de Minas, nos municípios de Alfenas, Machado e Conceição do Rio Verde, que se encontram suas unidades de produção.

Equidistante dos três maiores centros consumidores do País (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte), esta região possui clima subtropical ameno e excelente índice pluviométrico, condições primordiais para a cultura de cafés especiais.

Figura 1

A Ipanema Coffees produz café em 3.300 hectares. Em 2007 começaram a trabalhar com irrigação com a ideia de ter um sistema que garantisse produtividade. Como a Ipanema trabalha fortemente com exportação, acreditaram que a irrigação poderia funcionar como um seguro na garantia de produtividade em casos de escasses de água.

Em 2007 a área inicial com café irrigado era de 40 hectares, sendo que atualmente as fazendas já possuem 700 hectares irrigados.

Antonio Carlos Michelotto, gestor técnico da Ipanema Coffees comentou durante entrevista que a ideia é extender a área irrigada, já que possuem água disponível e o resultado é positivo.

Qual sistema de irrigação utilizado?

Michelotto: Utilizamos sistema de gotejo pelo fato de as lavouras já estarem implantadas. Além disso, esse sistema proporciona economia de água e energia.

Qual foi a maior dificuldade na implantação do sistema?

Michelotto: A maior dificuldade na implantação foi avaliar o quanto estaria agregando de produtividade e qual seria o payback (retorno) e em quanto tempo. Por fim, conseguimos retorno, do que investimos no sistema de irrigação, no mesmo ano de implantação, 2007, que foi um ano de seca. Neste ano conseguimos produzir pelo menos 6 sacas/hectare a mais que o de costume.

Outra dificuldade foi a necessidade de fazermos estudos de irrigação, visto que a região não tinha histórico de necessidade dela.

Qual as dificuldades para manter o sistema de irrigação?

Michelotto: Uma das dificuldades é que as chuvas de pedras prejudicam a avaliação do sistema de irrigação. Mas mesmo com isso, o maior entrave é mater o sistema de irrigação aliado à mecanização.

Com a mecanização, as máquinas tem que andar dentro da lavoura, e lá estão implantados os sistemas de irrigação fixo. Então, devido a essa dificuldade, estamos buscando tecnologias onde o sistema de irrigação é enterrado, liberando assim as áreas para entrada livre de máquinas.

De 3.300 hectares, 2.800 hectares são mecanizados.

Como é feito o manejo da água?

Michelotto: Através de tensiometria e balanço hídrico. A irrigação só é acionada no momento de necessidade.

A fonte de água usada na Ipanema Coffees é da Represa de Furnas.

Antonio Carlos Michelotto foi entrevistado durante a Fenicafé 2011.
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