Ocupando o quinto lugar como produtor de café do mundo, os cafeicultores mexicanos trabalham para disparar o consumo per capita anual do produto no país que está em 1,2 quilos e, assim, reativar um setor da economia que ficou atrasado frente a outros países como Brasil e Colômbia.
Sendo o café um dos principais produtos genéricos comercializados em bolsas de valores mundiais, segundo o coordenador executivo da Associação Mexicana da Cadeia Produtiva de Café (Amecafé), Rodolfo Trampe Tauber, é vital que o México trabalhe para que esse produto adquira uma maior importância para a economia do país.
"Até alguns anos, era o principal produto agrícola gerador de divisas no México. No entanto, atualmente, como a economia em geral tem se diversificado, esse produto fornece 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB)", disse ele. Esse produto agrícola chegou a representar quase 5% do PIB.
Frente a esse panorama, uma das estratégias a seguir, proposta pelo porta-voz da Associação, é que os 510.000 produtores de café que existem no México trabalhem conjuntamente para criar uma cultura de café mediante a "evangelização" dos mexicanos através de campanhas educativas sobre os benefícios da bebida para a saúde.
"Nossa responsabilidade é que os mexicanos conheçam como se cultiva o café e todo o trabalho que há por trás de uma xícara, para que, dessa forma, adquiram o produto feito no México e aumente consideravelmente o consumo. Isso será refletido na contribuição do setor na economia e no preço internacional", disse o gerente comercial da fazenda Hamburgo produtora de café em Tapachula, Chiapas, Ulises Hidalgo Hernández.
Ainda que no México a produção anual do grão seja de 4,4 milhões de sacas de café, das quais se exportam 63% a mercados como Estados Unidos, Japão e países da Europa, o produto aporta ao México somente 9 bilhões de pesos (US$ 687,75 milhões) por ano, ficando entre os de menor importância para a economia mexicana. Isso, segundo o representante da Amecafé, se deve ao baixo consumo dessa bebida entre os mexicanos.
Outro grande desafio enfrentado pelo setor cafeeiro mexicano, segundo Tauber, é manter a mão-de-obra para colheita do grão. "O café no México, diferentemente de outros países, como o Brasil, continua sendo colhido de maneira artesanal, ou seja, os trabalhadores arrancam o fruto da planta com as mãos, sem uso de maquinaria, o que aumenta o custo da colheita". Esse trabalho manual garante a qualidade do grão o que significa que no momento de cotar uma xícara de café para venda, o preço seja favorável para o produtor, disse Hernández.
Ainda que se preveja que a produção mundial de café terá um crescimento de 0,5% anual entre 1998 e 2010, comparado com 1,9% no decênio anterior, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), no México o desafio é ainda maior. A meta é se igualar ao Brasil, país que consome 5 quilos de café per capita por ano e, dessa maneira, apoiar os pequenos produtores, que são 60% da população indígena e estão localizados nas zonas marginais.
Para alcançar esse objetivo, existem diferentes frentes nas quais se podem trabalhar, como a de incentivar o turismo nas zonas cafeeiras do país e, dessa maneira, fazer com que as pessoas conheçam sobre o processo de cultivo e de todos os envolvidos e, assim, apoiem o setor bebendo mais café.
A reportagem é do CNNexpansion.com, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
Em 06/07/10 - 1 Peso Mexicano = US$ 0,07642
13,0719 Peso Mexicano = US$ 1 (Fonte: Oanda.com).
México: cafeicultores buscam aumentar consumo no país
Ocupando o quinto lugar como produtor de café do mundo, os cafeicultores mexicanos trabalham para disparar o consumo per capita anual do produto no país que está em 1,2 quilos e, assim, reativar um setor da economia que ficou atrasado frente a outros países como Brasil e Colômbia.
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