Nova Iorque (ICE Futures US): contratos de arábica para março oscilaram 1.800 pontos entre máxima e mínima, atingindo US$ 3,3170/libra peso (alta de 1.820 pontos) e fechando a US$ 3,3025/libra peso (alta de 1.675 pontos).
Vale verificar as variações ao longo da semana: queda de 2.200 pontos (2ª), recuo de 55 pontos (3ª), altas de 820 e 980 pontos (4a e 5a), respectivamente.
Acumulado da semana: +1.220 pontos.
Todos os contratos com vencimento até dezembro de 2025 fecharam acima de US$ 3/libra peso.
Londres (ICE Europe): contratos de robusta para janeiro atingiram máxima de US$ 5.193/tonelada (alta de 298 dólares) e fecharam a US$ 5.193/tonelada (alta de 258 dólares).
Variações semanais: quedas de US$ 575 (2a) e US$ 208 (3a). Na 4ª e 5ª, altas de US$ 144 e US$ 125, respectivamente. Acumulado da semana: - US$ 256. Todos os contratos com vencimento até julho de 2025 superaram US$ 5 mil/tonelada.
Entre os fatores de alta do mercado estão: persistência de problemas climáticos globais, impactando os principais países produtores; estoques de segurança baixos, tanto nos países produtores quanto consumidores; queda significativa de flores nos cafezais brasileiros, indicando redução no volume da safra de 2025; resistência dos cafeicultores brasileiros em vender café neste fim de ano; aumento sazonal no consumo durante o inverno no hemisfério norte.
Produção e estoques
Apenas 20% da safra brasileira de 2024 permanece em mãos de produtores.
Estoques certificados na ICE Futures subiram 8.820 sacas na sexta (6), alcançando 905.831 sacas (+671.132 sacas em um ano).
Câmbio e preços no Brasil
Dólar: sexto dia consecutivo acima de R$ 6, fechando a R$ 6,0720 (+1,03%).
Mercado físico
Pouca liquidez, com baixa oferta dos cafeicultores no final do ano. Cafés arábica de boa qualidade voltaram a ser cotados a partir de R$ 2.150/saca, e contratos para dezembro fecharam a R$ 2.652,58/saca.
Exportações
Até o dia 4/11 foram 4.461.363 sacas embarcadas (+589.790 sacas em relação a outubro) e, até 6/12, foram 216.567 sacas embarcadas (-272.115 em relação ao mesmo período de novembro).
Pedidos de emissão de certificados
Até dia 4/11 foram 4.826.709 sacas, e até 6/12, 708.304 sacas.
O mercado segue altamente volátil, refletindo fundamentos sólidos e limitações na oferta global. As oscilações devem continuar nos próximos meses, impulsionadas por fatores climáticos, estoques baixos e sazonalidade do consumo.