Melles: falta política sensata para o café no Brasil

Em entrevista ao programa "Mercado & Cia", do Canal Rural, o presidente da Frente Parlamentar do Café, deputado Carlos Melles, respondeu ao jornalista João Batista sobre mercado e política de café. Melles acredita que falta política sensata para o café no Brasil e que diante dessa oscilação de preço, o produtor deve buscar recursos do Funcafé.

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Em entrevista ao programa "Mercado & Cia", do Canal Rural, o presidente da Frente Parlamentar do Café, deputado Carlos Melles, respondeu ao jornalista João Batista sobre mercado e política de café. Melles acredita que falta política sensata para o café no Brasil e que diante dessa oscilação de preço, o produtor deve buscar recursos do Funcafé.



Destaques da entrevista:

"Quem observa café ao longo desses 50 anos como nós observamos, pode dizer que a cada dez anos o café sofre uma alta como esta que vimos de três mil pontos. Mas ela tem consequências e gera várias interpretações. A melhor delas e a mais correta é que isso foge totalmente dos fundamentos de mercado. O mercado mostra que o Brasil tem estoque zero, a safra não será tão grande como se previa, é entre 50 e 55 milhões de sacas, com rendimento mais baixo, os estoques internacionais chegam ao final desse ano com em torno de 10 a 12 milhões de sacas, no ano que vem isso é zerado e a safra brasileira é mais baixa. Ou seja, o café já deveria ter ultrapassado o patamar dos R$ 300 há muito tempo, porque há dez anos ele não tem preço, ficado entre R$ 210 e R$ 250."

Carlos Melles afirma que o que o Brasil precisa é tomar vergonha sobre a política de café. "Se tomasse vergonha ele veria quantos milhões está jogando fora do produtor brasileiro por não ter uma política sensata de café".

"Primeiro tem os fundos que especulam e brincam em função da escassez que existe. Um mercado que vai lá em cima e volta, demonstra a falta de política do café."

Melles acredita que os produtores devem buscar recursos do Funcafé. "Está se propondo um monte de coisa de garantir de queda de preço. O ministro Wagner Rossi quer salvar essa safra, está até colocando um prêmio de queda de preço do café. Era melhor se ele tivesse colocado um Pepro, um prêmio entre R$ 20 e R$ 30, quando o café chegasse a R$ 300, e não financiar até R$ 270 e se cair garantir prêmio de queda. O governo está fixando muito o café a R$ 270."

"Se o governo tiver um pouco de boa vontade de disponibilizar esses mecanismos de prêmio logo, colocar o dinheiro na mão do produtor para a colheita e para a comercialização, que não chegou até hoje; e possibilitar garantias realmente de que se o preço subir, o produtor ganha e ter prazo para não vender o café ao preço de garantia, que é de R$ 261, eu vejo um mercado em ascensão.

"Quanto mais café barato for comprado, na entrada da safra e depois de 70 ou 90 dias, mais o preço será derrubado de novo", comenta Melles.

Em relação as discussões sobre o Código Florestal, "nós devíamos agradecer muito o deputado Aldo Rebelo. Quando ele dedica o relatório aos agricultores é porque se hoje existe um país mais preservado em termos de meio ambiente e matas é em função ao agricultor brasileiro, mas acho precipitado votar, não deveríamos estar com esse afobamento para votar".

As informações são do portal Notícias Agrícolas, adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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jean vilhena faleiros
JEAN VILHENA FALEIROS

IBIRACI - MINAS GERAIS

EM 30/06/2010

Concordo plenamente com deputado federal mas ao mesmo tempo me pergunto;
Se um deputado com tanta influencia na politica nacional que ja foi ate ministro diz que o Brasil tem que criar vergonha na cara por não ter uma "politica"para cafeicultura,nós produtores de café deveremos partir para guerra comprar armas invadir Brasilia e impormos nossa politica;Ja que nossos representantes politicos não demostram "capacidade"ou simplesmente interesse para que o certo aconteça.