O Brasil se situa hoje como maior produtor e exportador de café do mundo, e segundo maior consumidor. Com grande desenvolvimento da atividade cafeeira, em 10 anos (de 2001 a 2011) a área de produção cresceu 3,8%, saindo de 1,98 milhões de hectares passando para 2,05 milhões de hectares, enquanto a produtividade deu um salto de 34%, saindo de 15,7 sacas/ha para 21,1 sacas/ha. (MAPA).
Contudo, as evoluções não podem parar. O mercado está altamente competitivo, e em função de problemas decorrentes de adversidades de clima que atingiram os principais países produtores de café, prejudicando e reduzindo suas produções, o Brasil agora tem a oportunidade de ampliar sua participação no mercado, ocupando as lacunas deixadas por esses países.
Para isso, busca-se eficiência de produção, com aumento de produtividade sem necessariamente aumentar a área de produção, juntamente com melhoria contínua da qualidade dos cafés. O desenvolvimento e emprego de novas tecnologias de produção e processamento podem garantir essa maior competitividade à cafeicultura brasileira.
No entanto, as regiões produtoras de café no Brasil possuem diferentes condições e necessidades. Em função disso, a produtividade média que para o arábica que é de 20 sacas/ha e de 27 sacas/ha para Conilon, acaba variando de acordo com a eficiência de produção e rendimento da lavoura, de acordo com a região, altitude, relevo e tecnologias e modelos de gestão adotados.
Diante a readequação que a atividade cafeeira está passando, esses produtores que não conseguem aumentar a produtividade de sua lavoura e mantém seus custos elevados, acabarão saindo da atividade, como já vem acontecendo.
Na busca por eficiência produtiva (redução de custos e aumento de produtividade e qualidade), a mão-de-obra acaba sendo substituída pelas máquinas.
Mão de obra é o principal responsável pelo custo de produção na atividade cafeeira. Ultimamente a mão de obra, além de escassa, está perdendo qualidade. Isso ocorre em um momento em que a qualidade é fundamental para o café brasileiro consquiste novos mercados.
Os trabalhadores que antes se sustentavam no campo agora buscam condições melhores nos centros urbanos, faltando demanda no meio rural, ficando nas fazendas os trabalhadores de outros setores como laranja e cana-de-açúcar.
Essa mão-de-obra desqualificada, ao mesmo tempo que onera os custos, prejudica a qualidade do produto pela inexperiência em manuseá-lo.
Com o conceito de sustentabilidade tendo tanto destaque e importância, as exigências em relação às boas condições de trabalho aos funcionários são maiores. Com isso, o produtor está pagando o preço em prol da sustentabilidade.
Com o salário mínimo aumentando, mais exigências em relação às leis trabalhistas, custos que envolve manutenção dos empregados no campo e baixo nível de treinamento no meio rural, as contratações acabam ficando inviáveis para o empregador.
Por tais motivos é que cada vez mais se busca a substituição da mão-de-obra pela mecanização, processo pelo qual se torna irreversível.
O Brasil já dipõe de tecnologias avanças e maquinários de grande e pequeno porte, que atendem a necessidade dos grandes, médios e pequenos cafeicultores. Porém, ainda há dificuldade de acesso às tecnologias, falta de treinamento e financiamento.
A mecanização é a saída para escassez de mão-de-obra. Contudo, há um grande trabalho a ser feito para que essa tecnologia e a comprovação de seus resultados cheguem ao campo, além da necessidade de programas que facilitem a aquisição de maquinários, treinamento e capacitação para quem os opera.
Com tanta diferenciação em relação as características das regiões produtoras brasileiras, as tecnologias desenvolvidas tem que atender a todos de acordo com suas particularidades.
A região do Sul de Minas Gerais é muito conhecida pelo seu relevo montanhoso, característica que impede a operação de muitos maquinários utilizados hoje na atividades. Dessa forma, o custo com mã-de-obra na região acaba sendo superior às demais, cabendo a adaptação aos maquinários de menor porte ou outras técnicas de manejo que minimizem a necessidade de contratação de mão-de-obra.
No caso de áreas montanhosas, a colheita manual por derriça será gradativamente substituída pela derriça mecânica, usando colhedoras portáteis, conhecidas também como "mãozinhas".
Acredita-se que pequenos produtores familiares que tem investido em qualidade conseguirão se manter na atividade com rentabilidade, pois não necessitam de contratações de mão-de-obra. Para que ainda assim consigam eliminar as dificuldades enfrentadas por serem pequenos, cada vez é mais importante que se unam, seja por meio se associações ou até mesmo cooperativas. É dessa forma que alguns produtores familiares têm conseguido mecanizar suas lavouras, utilizando os maquinários de forma conjunta.
Na cafeicultura moderna, a mecanização da lavoura é um dos fatores determinantes para a competitividade do café brasileiro no mundo.
Mecanização: aumento de competitividade da cafeicultura
O mercado de café está altamente competitivo, e em função de problemas decorrentes de adversidades de clima que atingiram os principais países produtores de café, prejudicando e reduzindo suas produções, o Brasil agora tem a oportunidade de ampliar sua participação no mercado, ocupando as lacunas deixadas por esses países. Desenvolvimento e emprego de novas tecnologias de produção e processamento podem garantir maior competitividade à cafeicultura brasileira.
Publicado por: Natália Sampaio Fernandes
Publicado em: - 3 minutos de leitura
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