A Minasul, que comercializa grãos produzidos por cerca de 5 mil cafeicultores, receberá uma participação na Libero, disseram executivos das duas companhias ao Wall Street Journal. A cooperativa venderá seu café diretamente para a Libero e também receberá parte dos lucros depois que a trading vender o produto em mercados internacionais. Além disso, a Minasul receberá parte dos lucros obtidos pela Libero com a venda de algodão.
Foto: Guilherme Gomes / Café Editora.
O negócio ilustra a disposição de tradings de abrir mão de parte de seu lucro para garantir suprimentos regulares de commodities como café e açúcar. A Minasul, por sua vez, terá um comprador dedicado para seu café e melhor acesso ao mercado internacional, disse o presidente da cooperativa, Osvaldo Henrique Paiva Ribeiro.
A vantagem dessa parceria 'é comprar de alguém que continuará entregando o produto mesmo que o mercado suba', disse o executivo-chefe da Libero, Adrian Moguel y Anza, acrescentando que pretende fechar negócios semelhantes com outros produtores brasileiros. Segundo analistas, esses acordos fazem sentido devido às incertezas nos mercados de soft commodities. Em um negócio semelhante, Cargill e Coopersucar formaram uma joint venture no final de março.
A disputa por commodities está começando a esquentar, disse Philippe de Lapérouse, diretor da consultoria agrícola HighQuest Partners. 'Ninguém quer enfrentar escassez de produtos.' Produtores brasileiros têm uma participação de 50% na Libero, fundada em 2009. A Louis Dreyfus Commodities e a firma suíça de investimento ACE & Co. têm participações minoritárias. A Minasul, com sede em Varginha, produz cerca de 1,2 milhão de sacas de café arábica por ano. Fonte: Dow Jones Newswires.
Reportagem Agência Estado.