Libero Commodities fecha parceria com cooperativa Minasul

A parceria garante à Libero um suprimento regular de café.

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Nova York, 04/06/2014 - A Libero Commodities Holdings, trading focada principalmente em algodão, anunciou uma parceria com a cooperativa brasileira de produtores de café Minasul. A parceria garante à Libero um suprimento regular de café, num momento de demanda crescente e incertezas quanto ao tamanho da safra brasileira devido à estiagem do começo do ano.

A Minasul, que comercializa grãos produzidos por cerca de 5 mil cafeicultores, receberá uma participação na Libero, disseram executivos das duas companhias ao Wall Street Journal. A cooperativa venderá seu café diretamente para a Libero e também receberá parte dos lucros depois que a trading vender o produto em mercados internacionais. Além disso, a Minasul receberá parte dos lucros obtidos pela Libero com a venda de algodão.


Foto: Guilherme Gomes / Café Editora.
Foto: Guilherme Gomes / Café Editora.

O negócio ilustra a disposição de tradings de abrir mão de parte de seu lucro para garantir suprimentos regulares de commodities como café e açúcar. A Minasul, por sua vez, terá um comprador dedicado para seu café e melhor acesso ao mercado internacional, disse o presidente da cooperativa, Osvaldo Henrique Paiva Ribeiro.

A vantagem dessa parceria 'é comprar de alguém que continuará entregando o produto mesmo que o mercado suba', disse o executivo-chefe da Libero, Adrian Moguel y Anza, acrescentando que pretende fechar negócios semelhantes com outros produtores brasileiros. Segundo analistas, esses acordos fazem sentido devido às incertezas nos mercados de soft commodities. Em um negócio semelhante, Cargill e Coopersucar formaram uma joint venture no final de março.

A disputa por commodities está começando a esquentar, disse Philippe de Lapérouse, diretor da consultoria agrícola HighQuest Partners. 'Ninguém quer enfrentar escassez de produtos.' Produtores brasileiros têm uma participação de 50% na Libero, fundada em 2009. A Louis Dreyfus Commodities e a firma suíça de investimento ACE & Co. têm participações minoritárias. A Minasul, com sede em Varginha, produz cerca de 1,2 milhão de sacas de café arábica por ano. Fonte: Dow Jones Newswires.

Reportagem Agência Estado.
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