O secretário executivo da Comissão Técnica de Programa (CTP) da Embrapa Café, Paulo Cesar Afonso Júnior, esteve participando, na semana passada de reunião em São Paulo para planejar, junto com outras instituições, a realização, a partir de outubro próximo, de uma ação para conscientização dos cafeicultores sobre a importância das boas práticas agrícolas, especialmente sobre o uso correto dos agroquímicos aplicados nas lavouras.
A iniciativa de realização do programa partiu de um fato ocorrido com alguns lotes de café exportados pelo Brasil ao Japão. Em junho, o governo japonês informou ter detectado, em contêineres de café do Brasil, resíduos acima do permitido por aquele país de dois produtos usados no combate à ferrugem do café.
O problema ocorreu, conforme explicou Paulo Cesar, porque o Japão não possui estudos relativos a dois princípios ativos utilizados na cafeicultura brasileira e, portanto, existentes no café exportado para aquele país. Quando isso acontece, o mercado japonês adota um limite máximo para os resíduos que é comum a todos os princípios ativos de produtos químicos, mas que é muito rigoroso.
As primeiras medidas tomadas pelo Brasil na época para solucionar a questão foi encaminhar imediatamente ao Japão o registro desses produtos. Esse fato ocorrido é muito importante para o Brasil, já que o Japão é o quarto na lista de importadores do café brasileiro.
A reunião foi realizada no Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) e dela participaram profissionais da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Conselho Nacional do Café (CNC), Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Sindicato Nacional da Indústria de Defensivos (Sindag), além de representantes das principais indústrias de fabricantes de agroquímicos e de laboratórios de análise de resíduos químicos.
Consultado pelo CaféPoint, o diretor-executivo da Abic, Nathan Herszkowicz destacou que o assunto é extremamente preocupante, pois o Japão é um mercado de referência. Segundo Nathan, há o risco de se repetir o que aconteceu com a doença da vaca-louca ou aftosa, por exemplo, ocasiões que deixaram o mundo todo em alerta, preocupados com questões de segurança alimentar. "Se o Japão suspender a compra de café do Brasil, trará prejuízos irreversíveis para a imagem do café brasileiro: o mercado mundial é extremamente competitivo, concorrido, e o país pode perder market share", alertou o diretor-executivo da Abic. "A América Central passa uma imagem de preservação do meio ambiente, com forte apelo à sustentabilidade, e poderia ocupar o nosso lugar diante da situação", disse.
Com informações da Embrapa.
Instituições discutem boas práticas agrícolas em café
O secretário executivo da Comissão Técnica de Programa (CTP) da Embrapa Café, Paulo Cesar Afonso Júnior, esteve participando, na semana passada de reunião em São Paulo para planejar, junto com outras instituições, a realização, a partir de outubro próximo, de uma ação para conscientização dos cafeicultores sobre a importância das boas práticas agrícolas, especialmente sobre o uso correto dos agroquímicos aplicados nas lavouras.
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