Indústria de Café Solúvel debate com Governo crescimento das exportações

Evento abordará melhores estratégias entre iniciativa pública e privada para reduzir os efeitos das barreiras tarifárias.

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 Da redação

Debater o entendimento das melhores estratégias a serem adotadas entre governo e iniciativa privada com objetivo de reduzir os efeitos das barreiras tarifárias no crescimento das exportações de café solúvel pelo Brasil. Esse será o tema central do Workshop que acontece no próximo dia 29 de outubro, em Brasília e que terá a participação da Indústria Brasileira de Café Solúvel.

O evento, promovido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - Mapa, com participação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior - MDIC, Ministério de Relações Exteriores - MRE e Apex-Brasil, deverá discutir medidas para remover ou minimizar os efeitos das barreiras tarifárias, que limitam e prejudicam o crescimento das exportações nacionais.

A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e o Sindicato Nacional das Indústrias de Café Solúvel (Sincs) defendem ajustes nas políticas e estratégias comerciais do segmento, de forma que tais barreiras não interfiram nas negociações. "O tema é de extrema importância para atingirmos esses objetivos, portanto é fundamental o entendimento com o Governo para o estabelecimento de estratégias", argumenta o diretor de Relações Institucionais das Entidades, Aguinaldo José de Lima.

Ele diz que para que as indústrias sejam mais efetivas será necessária uma atuação mais agressiva, que necessitará da participação do Governo. "A indústria precisa estar ciente das missões externas e das que chegam ao país, assim como deve comparar o desempenho desses mercados, e as tarifas cobradas nesses países, para então entender se existe ou não chance de competir".

As entidades estabeleceram um Plano de Desenvolvimento do Café Solúvel do Brasil, que prevê o crescimento de 50% das exportações nos próximos 10 anos, aproveitando o ambiente favorável de crescimento do consumo do produto no mundo. "O Brasil sempre liderou as exportações de Café Solúvel, mesmo sofrendo com inúmeras barreiras de ordem tarifária", explica o diretor.

Segundo as instituições, as principais barreiras são aplicadas pela União Européia, com uma taxação de 9%. Mais recentemente o Japão passou a aplicar uma taxa de 12%. Ambos os mercados representam quase 22% dos destinos das exportações brasileiras. "Com os novos arranjos de blocos comerciais na região do Pacífico, representados pela ASEAN e TPP, novos componentes poderão ser acrescentados como ameaça à hegemonia brasileira", alerta Lima. O país exporta o equivalente a 3,6 milhões de sacas de café (60kg). Em 2014 foram registrados US$ 609 milhões de dólares em divisas.

Serviço
Workshop sobre indústria de café solúvel
Data: 29/10
Horário: 14h30 às 17h30
Local: Sala do CNPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Bloco D – Edifício Sede – Brasília/DF
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Equipe CaféPoint

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