Indicador do arábica atinge seu maior patamar no ano

Os preços do café arábica encerraram essa quinta-feira (02) em alta, atingindo novo recorde na bolsa de Nova York. Na BM&FBovespa e mercado físico as cotações também encerraram o dia em alta. Em Nova York, o primeiro vencimento, setembro/10, teve alta de 270 pontos, fechando a 183,20 centavos de dólar por libra-peso. O mercado de café continua passando por um aperto na oferta, redução de estoques e elevação de preços. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 334,11, atingindo seu maior patamar no ano, segundo o indicador Cepea/Esalq.

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Os preços do café arábica encerraram essa quinta-feira (02) em alta, atingindo novo recorde na bolsa de Nova York. Na BM&FBovespa e mercado físico as cotações também encerraram o dia em alta.

Em Nova York, o primeiro vencimento, setembro/10, teve alta de 270 pontos, fechando a 183,20 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para dezembro/10 terminaram o pregão a 184,85 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 250 pontos frente as cotações da véspera.

O mercado de café continua passando por um aperto na oferta, redução de estoques e elevação de preços. A oferta do grão colombiano, o segundo maior produtor do mundo, ficou ainda mais restrita.

Os dados mais recentes da Organização Internacional do Café mostram que as exportações de café pelos países produtores caíram 5% nos últimos 12 meses encerrados em julho, para 92,3 milhões de sacas. A oferta menor se deve à combinação de problemas climáticos em algumas regiões e à renovação de cafezais em outras, segundo Guilherme Braga, do Cecafé.

A oferta menor de café no mercado externo provocou queda nos estoques dos países consumidores. O volume atual gira entre 18 milhões e 19 milhões de sacas -há um ano estava em 27 milhões. Oferta e estoques menores permitiram a elevação média dos preços em 35% nos últimos 12 meses, diz a OIC.

Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.

Figura 1


A BM&FBovespa acompanhou Nova York e encerrou o pregão em alta. O primeiro vencimento, setembro/10, teve alta de US$ 1,90, fechando a US$ 231,50 a saca. Os contratos com vencimento dezembro/10 registraram valorização de US$ 2,40, fechando a US$ 218,50 a saca.

Na Liffe, as cotações do robusta encerraram o dia em queda. O contrato para novembro/10 teve queda de 0,36%, sendo cotado a US$ 1.641/tonelada.

Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café

Figura 2


Dólar

O dólar (PTAX) encerrou esta quinta-feira (02) com queda de 0,42%, cotada a R$ 1,736. Com a queda, a divisa norte-americana passa a registrar variação negativa em 2010.

Mercado físico

No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 334,11, com valorização de 1,37%, segundo o indicador Cepea/Esalq. A variação no mês acumula valorização de 1,37%.

O mercado interno tem acompanhado as altas do mercado internacional. O indicador do arábica atingiu seu maior patamar no ano.

Oferta de cafés de qualidade continua restrita, além da estiagem que deve atingir as áreas produtoras poder causar prejuízos para próxima safra, agravando ainda mais a situação de oferta mundial.

No Paraná, a colheita está em torno de 80%. As negociações no físico seguem firmes praticamente em todas as regiões produtoras brasileiras.

Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado de café, informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

Gráfico 2. Indicador Cepea/Esalq - arábica X contrato BM&FBovespa

Figura 3


Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar

Figura 4


Acesse a tabela completa das cotações dos mercados futuro e físico aqui

Natália Fernandes, Equipe CaféPoint, com informações do jornal Folha de S.Paulo.
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Félix Schouchana
FÉLIX SCHOUCHANA

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 08/09/2010

Prezado Mário,

A pedido da Natália Fernandes, do CaféPoint, estou respondendo-lhe à questão colocada por você.

O diferencial de preço do café, por definição, é o quanto o comprador do café brasileiro pode pagar pelo café tendo em vista o preço em NY, fretes, despesas de porto, câmbio, e preços em outras praças. Há duas formas de medir o diferencial: um, ligando para os exportadores em Santos, e outro pela diferença entre o preço em NY e o preço na BM&F. O preço no dia 6/9/2010, para o vencimento e entrega em dezembro de 2010, é de US¢192,30/libra em NY, equivalente a US$254,37/saca, e na BM&F, mesmo vencimento dezembro 2010, é de US$228,00/saca. Portanto, o diferencial entre NY e SP é de menos US$26,37/saca.

De fato, Mário, você tem razão que esse diferencial é um dos mais altos, pois historicamente a média é de menos US$15,00/saca.

A razão para esse diferencial é, provavelmente, que o Brasil tem uma oferta do produto maior do que o mercado quer absorver, e por outro lado os compradores estão pagando mais pelo café de melhor qualidade.

Por essa razão, uma forma que alguns produtores encontraram para pegar um prêmio maior é vendendo cafés de melhor qualidade, dada a falta do café colombiano.

Fico à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.

Atenciosamente,

Félix Schouchana - Consultor em Derivativos Agropecuários
mario dornelles de alvarenga
MARIO DORNELLES DE ALVARENGA

PERDÕES - MINAS GERAIS

EM 07/09/2010

Gostaria de uma explicação mais detalhada sobre o diferencial de preço do cafe no mercado fisico(preços recebidos efetivamente pelos produtores) e os praticados em bolsa; uma vez que os exportadores e a midia em geral ignoram haver ,uma das maiores diferenças já praticadas no mercado de cafe .