Honduras: preços históricos animam o setor

O café chega a preços históricos. O valor do quintal (saca de 46 quilos) na bolsa de Nova York superou a barreira dos US$ 200. Esse preço representa dados recordes para Honduras e enche o setor cafeicultor de expectativas. O gerente geral do Instituto Hondurenho de Café (Ihcafé), Juan José Osorto, disse que "é uma excelente notícia aos produtores".

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O café chega a preços históricos. O valor do quintal (saca de 46 quilos) na bolsa de Nova York superou a barreira dos US$ 200. Esse preço representa dados recordes para Honduras e enche o setor cafeicultor de expectativas. O gerente geral do Instituto Hondurenho de Café (Ihcafé), Juan José Osorto, disse que "é uma excelente notícia aos produtores".

O Ihcafé prognosticou 3,83 milhões de sacas de 60 quilos de produção; a maior parte dessa colheita se espera para os meses de novembro e dezembro. De acordo com os técnicos do Instituto, esses preços, no entanto, não estão sendo aproveitados pelos exportadores, já que os atuais contratos de compra estão fixados em preços médios de US$ 158,83 (por quintal) para sua exportação.

A técnica da Unidade de Comercialização do Ihcafé, Jenny Bustamante, disse que alguns exportadores começam a fixar suas negociações com base no preço atual; no entanto, os compradores começam a dilatar compras esperando movimentos de baixa na bolsa de valores.

"Existem muitos fatores que, esse ano, tornam a colheita especial, por exemplo, o Brasil, que tem uma política de retenção de café e restringe as exportações e isso afeta a lei de oferta e demanda", disse Osorto.

Em meio às boas notícias sobre o preço internacional do café, os produtores começam a sentir falta de mão-de-obra em suas fazendas. "Nesse momento, está saindo a colheita nas zonas baixas, que estão a uns 800 metros sobre o nível do mar, mas em dezembro, sai a colheita das regiões que estão sobre os 1.000 metros e é mais de 75% da produção nacional", disse Osorto.

De acordo com os produtores, grande parte da mão-de-obra das maiores zonas produtoras de café emigraram aos Estados Unidos e, em muitos casos, são as mulheres e crianças que mais trabalham o corte do grão.

A reportagem é do ElHeraldo.hn, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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