Honduras investe em café de qualidade

O segundo maior produtor de café da América Central, Honduras, que nunca teve uma reputação de produzir grãos de café gourmet caros, como suas vizinhas Guatemala ou Costa Rica, agora está querendo mudar essa imagem. O país, que prevê exportação de 3,6 milhões de sacas de 60 quilos em 2008/09, está aumentando a quantidade de café certificado e orgânico que produz em um esforço para obter preços premium.

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O segundo maior produtor de café da América Central, Honduras, que nunca teve uma reputação de produzir grãos de café gourmet caros como suas vizinhas Guatemala ou Costa Rica, agora está querendo mudar essa imagem.

O país, que prevê exportação de 3,6 milhões de sacas de 60 quilos em 2008/09, está aumentando a quantidade de café certificado e orgânico que produz em um esforço para obter preços premium. Embora esses cafés especiais representem uma pequena fração das exportações do país, Honduras espera exportar 345.000 sacas de café diferenciado em 2008/09. Isso seria 72% mais cafés especiais comparado com apenas dois anos atrás e quase sete vezes a quantidade exportada em 2004/05.

"Esse é um processo gradual, mas permitirá que sejamos menos afetados pela baixa cíclica nos preços e melhoremos nossos lucros", disse o gerente técnico do Instituto Nacional de Café, Mario Ordonez. O café de Honduras é mais frequentemente usado em blends e punido pelos comerciantes por sua baixa qualidade, normalmente recebendo preços bem abaixo das taxas de mercado.

Os produtores que forem certificados por cumprir normas ambientais e padrões laborais poderão receber um selo de aprovação de organizações como Rainforest Alliance ou Utz Kapeh, que garantem maiores preços para os produtores. A meta é ter 20% da colheita vendida como variedades especializadas até 2009/10, disse Dagoberto Suazo, chefe do maior grupo de cooperativas de café do país.

As preocupações de queda no consumo de café gourmet por causa da crise, com os consumidores tendo menos dinheiro para gastar em artigos de luxo devido à crise financeira, não estão desanimando os cafeicultores de Honduras, que disseram que qualquer aumento nos preços já irá compensar.

"Nossos compradores disseram que as vendas de café orgânico cairão por causa da crise econômica, com as pessoas buscando comprar produtos mais baratos", disse o gerente de uma cooperativa de pequenos produtores de café orgânico do país, Nelson Paz. No entanto, o menor consumo de café espresso, mais caro, pode significar maior produção de café em casa, onde os compradores podem ainda estar dispostos a pagar mais por variedades certificadas ou orgânicas.

"Estamos mantendo a produção de orgânico e expandindo nossa certificação porque, mais cedo ou mais tarde, esses cafés sempre terão um preço maior do que os produtos genéricos", disse Paz. A reportagem é da Reuters, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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