Honduras lançará um plano de capacitação para pequenos produtores de café, visando melhorar a qualidade de seu grão e, assim, eliminar o diferencial negativo do preço no mercado mundial, informou reportagem da agência Reuters.
Honduras, o segundo maior exportador de café da América Central depois da Guatemala, recebeu na colheita de 2004-2005 um diferencial negativo médio de US$ 3,05 por saca de 46 quilos, com relação aos preços da Bolsa de Nova York, devido à má opinião sobre a qualidade do grão local.
Na colheita de 2003-2004, Honduras, que produz café arábica, recebeu um diferencial negativo de US$ 5,20 por saca de 46 quilos, após ter alcançado US$ 8,25 na colheita de 2002-2003.
O café é o principal produto de exportação de Honduras. O especialista do Instituto Hondurenho de Café (IHCAFE), Francisco Oseguera, disse que somente algumas das 100 mil pessoas que cultivam café, no país, secam adequadamente seu produto. O café é explorado em 15 dos 18 departamentos do país e entre 85% e 90% dos cafeicultores são pequenos produtores.
Ele disse que os intermediários compram grãos manejados de maneiras diferentes e misturam produtos de qualidades diferentes, o que reduz o valor do café hondurenho no mercado internacional.
O IHCAFE, que pretende organizar por regiões os produtores para o manejo do café, espera que, com o impulso do plano, em até cinco anos, o país possa eliminar o diferencial negativo do preço recebido pelo produto.
Honduras exportou na colheita de 2004-2005 pouco mais de 3,1 milhões de sacas de 46 quilos (2,38 milhões de sacas de 60 quilos) e na de 2005/2006 espera vender 3,7 milhões de sacas (2,84 milhões de sacas de 60 quilos).
Honduras capacita pequenos produtores
Honduras lançará um plano de capacitação para pequenos produtores de café, visando melhorar a qualidade de seu grão e, assim, eliminar o diferencial negativo do preço no mercado mundial.
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