Guedes defende novos índices de produtividade
O ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, provocou apreensão e arrancou aplausos durante sua participação em um talk show com 120 grandes empresários e produtores rurais no AgriForum 2006, na Ilha de Comandatuba, na noite de sexta-feira.
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Ele surpreendeu ao abordar o tema reforma agrária com desenvoltura. Guedes disse que os trabalhadores sem-terra cometem "seus excessos, mas têm direito de se organizar" para reivindicar a polêmica revisão dos índices de produtividade no campo.
Mas também foi direto ao defender a revisão dos índices, que depende de uma decisão política do presidente Lula. "Precisa ser revisto mesmo. A produtividade da soja é de 900 quilos por hectare [no atual índice]. Quem produzir menos de 2.500 quilos está quebrado".
Notícia de Mauro Zanatta para o jornal Valor Econômico, informou que o rendimento médio da soja na safra 2005/06 ficou em 2,4 mil quilos/ha, ou 8,8% superior aos 2,2 mil quilos/ha do ciclo 2004/05, muito prejudicado pela forte estiagem no Sul do país. "Ou muda a Constituição ou muda o dado objetivo dos índices de produtividade", sentenciou o ministro.
Estudioso do tema, Guedes defendeu um prazo para o fim da reforma agrária e a criação de um órgão exclusivo para concluir o processo no país. "O Japão redistribuiu 40% de suas terras em 22 meses. O Brasil levou 42 anos e não terminou. A reforma agrária tem que ter um prazo para ser concluída. E tinha que ter um órgão específico".
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ARAL MOREIRA - MATO GROSSO DO SUL - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE
EM 06/09/2006
Político é tudo igual, só muda o partido, mas o Lula está pagando as parcelas da dívida externa! Muitos outros presidentes ficavam devendo mais ainda.

SANT'ANA DO LIVRAMENTO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE
EM 01/09/2006
O Ministério da Reforma agrária, deveria conhecer o que fazem os técnicos daquele país, e tenho certeza copiariam muita coisa. A reforma agrária lá é totalmente diferente daqui. Existem zonas, em que o assentado recebe até 1.000 ha, pois conforme as condições de solo, é que se proporcionará uma atividade que dê uma vida digna, produção para o país e geração de empregos. No Brasil, demagogicamente, são distribuídos 20 ha, como num tabuleiro de xadrez, atendendo uma atividade política e sem adequar-se a produção.
Qualquer negócio de terra que exista naquele país, a propriedade tem que ser primeiro oferecida ao INCA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

TEÓFILO OTONI - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 31/08/2006
O que é feito destes assentamentos? Por quê estes desafortunados não são mantidos dentro das suas terras? Vendem e reintegram ao movimento. O governo do Brasil, tem que trabalhar muito para que uma reforma agrária decente seja feita. Já comparar nossa situação com a do Japão... Me desculpe o Ministro, mas é uma demonstração de senilidade. Quantos Japão cabem dentro do Brasil?
Temos sim que nos tornar fortes dentro das Cooperativas, Sindicatos e todas as organizações que nos defendem para brigar por nossa categoria. Afinal de conta quem é que toca esse Brasil para frente?
BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS
EM 31/08/2006
Também deixou de lado todo e qualquer investimento em infra-estrutura de transporte (não privatizou nenhuma estrada federal, reformou mal e porcamente algumas, e a toque de caixa, o investimento em ferrovias foi nulo, a melhoria de portos nem se fala).
Tampouco fez qualquer investimento na melhoria do sistema de armazenamento de grãos. Também deixou voltar a aftosa, cansou de chamar produtor de vagabundo (se bem que acho que ele estava jogando para platéia companheira do MST, não pode ser que ele estava falando a verdade. Será?).
Estava me esquecendo, que em relação às cooperativas ele está dividindo o setor, nas cooperativas dos produtores imperialistas ligadas à OCB e as "populares", criadas com a ajuda do Rosseto (aquele do MST que ocupava o cargo de ministro do desenvolvimento agrário). Isso porque o desavisado presidente falou que cooperativismo era e é prioridade para o seu próximo governo.
Sem falar no câmbio apertado, nas taxas de juros pornográficas, nos impostos indecentes, na sangria da corrupção...

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE
EM 31/08/2006
Por que não se fala em desapropriar fábricas da Volks, que param sua produção quando não é interessante produzir, caso atual da nossa agricultura? Ninguém meche em setor organizado e forte, como o industrial.
A agricultura brasileira, responsável por um terço do nosso PIB, é realizada em 40 milhões de hectares e a reforma agrária, já atingiu a marca dos 60 milhões de hectares, e produz muito pouco.
Tínhamos que desapropriar esses políticos populistas dos seus cargos, para podermos "quebrar" em paz.

CASCAVEL - PARANÁ - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE
EM 29/08/2006

ARAÇATUBA - SÃO PAULO - EMPRESÁRIO
EM 29/08/2006
O exemplo que ele citou, o Japão, não podemos comparar com o Brasil. Precisamos ter muito cuidado para não perder o que foi construído nos longos anos de trabalho, a genética, a agricultura praticada neste país, a pecuária que encurtou o ciclo de engorda, sem citar vários outros melhoramentos que vem acontecendo.
Eu acho que este ministro quer fazer a reforma dos movimentos sociais, pois ele cita até em data para reforma agrária ser concluida no pais.

ARAGUAÍNA - TOCANTINS - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE
EM 29/08/2006