Fundos liquidam metade das posições compradas

Em menos de 30 sessões os fundos de investimento reduziram o saldo líquido de café comprado na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) de 54.826 para 31.206 contratos. Isso significa que ao longo do mês de março a participação de grupos especuladores no mercado de café caiu de 15% para 8% aproximadamente. Os números podem ser conferidos nos relatórios do ICE Futures US divulgados nos dias 28 de fevereiro e 4 de abril.

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Em menos de 30 sessões os fundos de investimento reduziram o saldo líquido de café comprado na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) de 54.826 para 31.206 contratos. Isso significa que ao longo do mês de março a participação de grupos especuladores no mercado de café caiu de 15% para 8% aproximadamente. Os números podem ser conferidos nos relatórios do ICE Futures US divulgados nos dias 28 de fevereiro e 4 de abril.

Segundo Mauro Lúcio dos Santos, agente de mercado futuro da Investbras/Expocaccer, o movimento foi influenciado pela queda de outros grãos, principalmente a soja, e pela compra do Bearn Stearns pelo JPMorgan que deu um "empurrão" nas ações do sistema bancário.

"Não é comum uma liquidez dessa em um único mês, essa realização foi devido ao grande volume de compras seguido pela fraqueza observada no mercado de commodities em geral", avalia. "O que ocorreu foi um encolhimento da ação dos fundos que perceberam que as perdas de grandes bancos seriam limitadas", diz.

De acordo com Santos ainda não é possível prever o comportamento desses agentes nos próximos dias já que eles ainda não migraram para outros tipos de contratos e podem ser reaplicados no mercado de commodities agrícolas.

Apesar da fuga dos fundos em março ter confirmado a previsão de analistas sobre uma correção expressiva na tendência de alta dos preços internacionais do café a perspectiva ainda é de alta para as próximas semanas. A expectativa é que os fundamentos do mercado próprio da cafeicultura voltem a imperar e o clima especulativo deve sucumbir ao fim dos estoques.

Ontem no mercado interno o valor à vista do indicador do café arábica ficou em US$ 150,54 a saca, registrando alta de 1,06%. A prazo, a cotação ficou em R$ 257,97 a saca, alta de 0,77%.

As informações são do jornal DCI.
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