O fluxo de café nas regiões produtoras do Brasil permanece lento. Segundo compradores do produto, a safra pode ser menor do que a esperada por conta do período seco no ano passado. "O que nós estamos vendo muito claramente é que a colheita está um pouco menor do que nós imaginávamos", disse Lúcio de Araújo Dias, trader da Cooxupé, a maior cooperativa de café do mundo.
Em maio, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou a produção brasileira em 45,5 milhões de sacas, mas analistas privados e compradores pressionaram o mercado com estimativas superiores a 50 milhões de sacas, o que representaria uma safra recorde, superando as 48 milhões de sacas da colheita de 2002/03.
"Eu acho que as estimativas da Conab serão um bom reflexo da realidade", disse Dias, sobre a previsão que foi considerada muito baixa por muitos dos operadores privados da indústria. Em maio, a Cooxupé disse esperar a produção de 46 a 48 milhões de sacas, mas Dias afirmou acreditar que o número ficaria mais próximo de 45 a 47 milhões de sacas. As chuvas chegaram mais tarde do que o de costume no final do ano passado, atrasando a florada, o que, por sua vez, atrasou a colheita em cerca de seis semanas.
Vando Silvestre, da exportadora Unicafé, disse que a falta de mão-de-obra havia contribuído para o atraso na colheita. "Eles estão trabalhando em outras culturas e não há trabalhadores o suficiente para o café", afirmou. "Alguns trabalhadores podem ter se desencorajado porque teriam que abrir mão de benefícios sociais", acrescentou.
Produtores alegam que as políticas de salário mínimo tornaram a mão-de-obra muito mais cara. Luis Alfredo de Almeida, da cooperativa Café Poços, em Poços de Caldas/MG, disse que uma safra de bom tamanho ainda é esperada por lá, mas que tinha ouvido que outras regiões devem produzir menos do que o previsto.
"O mercado tem estado muito calmo. Nós não temos comprado praticamente nada e vendido praticamente zero", disse o trader John Wolthers, da exportadora Comexim, no porto de Santos. "Não vi nada como este ano", afirmou, referindo-se ao início lento da comercialização.
"O fato mais importante disso tudo é que, mesmo com 50 milhões de sacas, o mercado está equilibrado. Então qualquer problema que tivermos com essa safra, mesmo que seja uma quebra de 5%, vai dar impacto relativamente grande no mercado", disse Sérgio Takehara, trader na Coimex. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.
Fluxo de café nas regiões produtoras permanece lento
Segundo compradores de café, a safra pode ser menor do que a esperada por conta do período seco no ano passado. "O que nós estamos vendo muito claramente é que a colheita está um pouco menor do que nós imaginávamos", disse Lúcio de Araújo Dias, trader da Cooxupé, a maior cooperativa de café do mundo.
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