Entre janeiro e fevereiro, o Brasil enviou 5,41 milhões de sacas de café – um recuo de 27,3% no volume e 13% em valor (US$ 2,241 bilhões) em relação ao primeiro bimestre de 2025.
Nos oito primeiros meses da safra 2025/26 (julho a junho), os embarques somaram 26,038 milhões de sacas – queda de 22,6% em relação ao mesmo período anterior. A receita cambial, porém, aumentou 5,3% no mesmo período, gerando US$ 10,301 bilhões.
A baixa exportação, segundo o Cecafé, é resultado principalmente da queda das cotações do arábica na Bolsa de Nova York que, por sua vez, antecipa maior volume na próxima safra, além da queda do dólar em relação ao real. “Essa tendência deve permanecer até a entrada da próxima safra, ocasionando perda de market share do Brasil para outras origens produtoras, o que, obviamente, não é favorável em médio e longo prazos”, comenta o presidente Márcio Ferreira. Segundo ele, a guerra no Oriente Médio pode agravar o cenário.
Enquanto o canéfora, com maior estoque de passagem, pode melhorar o cenário exportador em maio, quando começa a colheita, o mercado terá que aguardar até junho para recuperar os embarques de arábica, época em que começa a nova safra, com expectativa positiva.