Estoques, em 29 de fevereiro, estavam em 542 mil sacas

Os estoques governamentais, que devem zerar em meados deste ano, estavam em 607.243 sacas, em 31 de janeiro de 2008. Em 29 de fevereiro, estavam em 542.197 sacas. No segundo semestre, portanto, não haverá essa opção para as indústrias obterem matéria-prima. O Ministério da Agricultura havia anunciado que manteria a rotina de leiloar 100 mil sacas por mês. Porém, no leilão realizado dia 13 de fevereiro deste ano, por problemas de logística, segundo o diretor do Departamento do Café do Mapa (DCAF), Lucas Tadeu Ferreira, foram ofertadas apenas 62.150 sacas de café, sendo todas arrematadas na ocasião. Em 2008, já foram arrecadados para o Funcafé R$ 29,6 milhões, com os dois leilões realizados.

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Estoques e leilões

Os estoques governamentais, que devem zerar em meados deste ano, estavam em 607.243 sacas, em 31 de janeiro de 2008. Em 29 de fevereiro, estavam em 542.197 sacas, distribuídas segundo tabela abaixo. No segundo semestre, portanto, não haverá essa opção para as indústrias obterem matéria-prima.

Figura 1

Gráfico 1: evolução dos estoques governamentais

Figura 2

O Ministério da Agricultura havia anunciado que manteria a rotina de leiloar 100 mil sacas por mês. Porém, no leilão realizado dia 13 de fevereiro deste ano, por problemas de logística, segundo o diretor do Departamento do Café do Mapa (DCAF), Lucas Tadeu Ferreira, foram ofertadas apenas 62.150 sacas de café, sendo todas arrematadas na ocasião. Em 2008, já foram arrecadados para o Funcafé R$ 29,6 milhões, com os dois leilões realizados.

Ferreira garantiu, entretanto, que os problemas de logística no DCAF seriam solucionados em breve, com a retomada da alienação de pelos menos 100 mil sacas por mês. Ainda não foi anunciada a data do leilão do mês de março, tampouco a quantidade que será ofertada.

Gráfico 2: receita gerada com a venda dos estoques governamentais

Figura 3

Rodrigo Cascalles, equipe CaféPoint
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João Carlos Remedio
JOÃO CARLOS REMEDIO

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 14/03/2008

Para o maior produtor e segundo maior consumidor mundial de café, um pouco mais de 500.000 mil sacas nos estoques oficiais traduz uma política equivocada ou um grande desinteresse governamental em relação ao setor.

A impressão que se têm é que a cafeicultura não representa nada para a economia do país. Os envolvidos sabem o tamanho de nossa importância na geração de riquezas, basta ver o que se fatura com as exportações de café, os empregos gerados direta e indiretamente com a atividade cafeeira. Empregos esses, na esmagadora maioria, dentro das leis trabalhistas, contribuindo com a melhora das condições de vida do homem do campo.

Acredito que a cafeicultura ainda apresenta falhas como atividade, mas é uma das que mais se esforça para estar próxima do ideal como atividade rural. Tudo isso faz com que a produção de café no Brasil seja talvez a mais cara do mundo. O cafeicultor vem lutando ano após ano sem ver resultado algum. Quando os preços internacionais do café estão bons, estamos com uma moeda forte e, ao fazer a conversão, o preço fica muito aquém do satisfatório.

Deixando todo o nosso esforço de lado, uma vez nosso produto já pronto para o mercado, agora ficamos reféns dos tais fundos. Nos manipulam como se fossemos marionetes, sem dar importância alguma para a atividade, tudo no mais predatório possível. Mais uma vez imploro para que os dirigentes do setor cobrem diretamente dos nossos governantes, principalmente do governo federal uma atenção bastante urgente para com a cafeicultura.

Caso medidas urgentes não sejam tomadas acho que o setor têm que começar a radicalizar para mostrarmos nossa real importância. Uma de minhas sugestões iniciais é uma demissão significativa de trabalhadores em nossas lavouras. É triste, mas, acredito ser uma saída para começarmos reduzir custos. Que medidas urgentes sejam tomadas! A cafeicultura precisa ser melhor vista para que continue como atividade. João Carlos Remédio