Como consequência da seca que devastou as lavouras do estado do Espírito Santo nos últimos tempos, a exportação de café capixaba em 2017 deve ser a menor dos últimos 35 anos, de acordo com a estimativa do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV). Para esse ano, a previsão é de 1,8 milhão de sacas embarcadas para fora do país.
Foto: Lucas Albin/Agência Ophelia
Na safra 2017/2018, o estado vai produzir algo em torno de 9,5 milhões de sacas de café arábica e conilon, número bem inferior se comparado com o ano de 2014, onde o Espírito Santo produziu 15 milhões de sacas. Com menos produto e queda na qualidade, diminuem as exportações. Para o presidente da instituição, a produção de café abaixo da qualidade está atrelada a dois fatores: a seca e o problema portuário.
O cafeicultor André Kroling tem uma propriedade em Marechal Floriano, Região Serrana do estado. Por lá, a queda da safra no café foi de 80 mil sacas do ano passado para 25 mil este ano. Além da seca, outro fator importante é a característica natural do café arábica, que em um ano produz mais e, em outro, menos.
"Nós tivemos em torno de 60% de queda da produção do ano passado para este ano. Influência da falta de chuva", disse.