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Especialista aponta preocupação com a nova safra e venda antecipada dos grãos

POR EQUIPE CAFÉPOINT

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 25/11/2020

1 MIN DE LEITURA

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Especialista do banco de investimentos Itaú BBA aponta que aquele produtor que já vendeu antecipadamente os grãos da safra 2021/2022 pode ter dificuldades, caso a próxima safra tenha uma quebra expressiva ou problemas de qualidade.

O banco de investimentos trabalha com cenários que apontam uma quebra de 14% a 21% na próxima temporada (2021/2022), em função de chuvas inferiores à média e do ano de baixa no ciclo bienal de produção do grão arábica.

“O Sul de Minas (principal região produtora) foi muito castigado, se ele (produtor) vendeu 50% (antecipadamente), ele vai passar um ‘calor’. É mais neste sentido que pode ter alguma dificuldade”, afirmou o consultor de Agronegócios do Itaú BBA, César de Castro Alves, durante evento online com jornalistas.

Já o diretor da Associação dos Cafeicultores do Brasil (Sincal), Marco Antônio Jacob, explicou à Reuters que a quebra de safra, devido à severa seca, poderá levar ao cancelamento de contratos em comum acordo entre as partes (“washouts”) ou mesmo ao não cumprimento de contratos (“defaults”), em casos mais extremos, por parte de produtores.

Segundo Marco, no caso do “washout”, uma operação prevista nos mercados de commodities, o produtor recompra o seu contrato e paga uma diferença ao comprador. Mas o dirigente do Sincal avalia que a produção cairá tanto em algumas regiões que poderá resultar mesmo em “defaults”, devido à falta de produto, o que pode ter desdobramentos em disputas na Justiça.

No início do mês, o Sincal enviou carta a autoridades, como a ministra Tereza Cristina, apontando uma quebra de cerca de 40% na safra de café arábica do país de 2021.

César de Castro Alves acredita que ainda é cedo para saber o tamanho da safra do Brasil em 2021 e ressalta que os produtores, de maneira geral, não comercializaram nem um terço da próxima safra. “Arriscaria a dizer que não deve chegar a 30%”, disse, supondo o percentual de vendas futuras referente à colheita do ano que vem.

Ele comenta que, embora o Brasil tenha colhido uma grande safra de café e esteja com armazéns cheios, o quadro de oferta é mais apertado em 2021, o que “pode criar espaço para preços mais firmes”.

As informações são da Reuters (Por Roberto Samora).

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