Nos últimos anos, o Espírito Santo, principal estado produtor de café conilon do Brasil, enfrentou longos e severos períodos com a seca, situação que afetou diretamente a produtividade do café e ainda traz consequências para o rendimento da lavoura. Segundo a meteorologista da Somar Meteorologia, Nadiara Pereira, as previsões climáticas para a região nos próximos meses do ano indicam que o retorno das chuvas deve ser irregular.
Foto: Alexia Santi/ Agência Ophelia
Em setembro, mês marcado pelo retorno das chuvas em boa parte do interior do Brasil, o tempo seco continuará predominante em grande parte do sudeste. No Espírito Santo, deve chover um pouco mais em relação aos outros estados, mas o volume não deve ultrapassar os 50 milímetros.
"É um chuva que deve ocorrer alternada com períodos mais longos, de tempo seco, que não deve garantir umidade nas lavouras de café", disse Nadiara.
Já em outubro, a chuva vem de forma mais abrangente no sudeste, com volumes altos. Do norte de São Paulo até o interior capixaba, o volume de água deve ultrapassar 200 milímetros ao longo do mês, encharcando bastante o solo. Em novembro, a situação é a mesma tanto para o Espírito Santo, quanto para o norte de Minas Gerais e partes do Rio de Janeiro.
No mês de dezembro a chuva continuará caindo de forma abrangente sobre o sudeste, porém, o volume de água deve ficar entre 100 e 150 milímetros em São Paulo e Minas Gerais, valor inferir ao normal. "No Espírito Santo deve chover mais próximo da média, com o volume girando em torno de 200 milímetros ao longos dos 30 dias", comentou a especialista.
Em janeiro e fevereiro de 2018, a chuva vai recuar mais para o sul, caindo de forma intensa nas áreas produtoras de São Paulo e Triângulo Mineiro. O tempo não será completamente seco, porém, na região capixaba, a chuva deve reduzir bastante, variando de 50 a 100 milímetros.
