ES: comércio aquece com o início da safra do café

Em época de colheita do café o fluxo de dinheiro aumenta em vários setores da economia. No comércio, o movimento maior de dinheiro nas cidades gira em torno de segmentos como supermercados e lojas de roupas, onde as vendas aumentam em até 50%. Os outros setores acompanham uma elevação de 30%. Brejetuba e Iúna lideram os números, pois juntos, devem produzir esse ano quase 600 mil sacas de café, gerando mais de 10 mil empregos nas lavouras.

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Em época de colheita do café o fluxo de dinheiro aumenta em vários setores da economia. No comércio, o movimento maior de dinheiro nas cidades gira em torno de segmentos como supermercados e lojas de roupas, onde as vendas aumentam em até 50%. Os outros setores acompanham uma elevação de 30%. Brejetuba e Iúna lideram os números, pois juntos, devem produzir esse ano quase 600 mil sacas de café, gerando mais de 10 mil empregos nas lavouras.

A temporada de bons negócios começou no mês passado e segue até setembro. Muitos comerciantes afirmam que o período da safra supera o faturamento do final do ano. Os lucros são maiores até mesmo que o natal. Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Iúna, o comércio da cidade sobrevive principalmente do café.

"Nesse início, o setor que recebe de cara um montante maior de dinheiro são os supermercados e lojas de roupas. Com mais dinheiro no bolso, as pessoas consomem mais e acabam gastando também com roupas", conta o presidente da ACII, Jobes José de Freitas.

Não é para menos, só em Brejetuba e Iúna serão 12 mil empregos diretos na lavoura, isso sem contar, uma média de 20 mil pessoas que já vivem no campo e tem atividade rural. Elas também têm o poder de compra maior na época da safra.

Safra nova

A primeira estimativa, realizada pelo INCAPER, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural, divulgada em janeiro/2010 indicava uma produção entre 11.497 mil e 12.035 mil sacas, ou 11.766 mil sacas, considerando o ponto médio, fase em que os frutos estavam na forma de chumbinho. Naquela época as lavouras estavam bem enfolhadas, com alto vigor vegetativos, com cargas elevadas de frutos em formação e potencial para produção superior ao que foi publicado. A seca e as altas temperaturas durante a segunda quinzena de dezembro de 2009 e a segunda quinzena de março de 2010, reduziram a estimativa inicial em 6,2%, ou 735 mil sacas.

Brejetuba, que lidera a produção de café arábica no estado, vai produzir 50 mil sacas a menos. Já Iúna, que segue na segunda produção estadual, serão quase 100 mil sacas a menos. Um prejuízo de mais de R$ 20 milhões para região.

"Tivemos que adiantar a colheita e mesmo assim encontramos grãos ruins que não vingaram. Vamos ver se no meio da safra vai haver alguma recuperação do setor. É o que a gente espera", lembra Onofre Almeida, chefe do Incaper de Iúna.

O preço do café também não anda agradando o agricultor, a média de preço é de R$ 190 até R$ 290. Um valor que já perdura na região há anos sem nenhum tipo de aumento, a aposta dos agricultores agora é no café de qualidade com preços melhores oferecidos pelo mercado.

"Aqui em Brejetuba são 1200 propriedades que vivem do café, 220 hoje trabalham com o café cereja despolpado com melhor preço. Mas todos estão se deparando com insumos altos e pouco retorno nos lucros", afirma Fabiano Tristão, chefe do Incaper de Brejetuba.

As informações são da Gazeta Online, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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