Em decorrência de um longo período de estiagem e déficit hídrico, a cafeicultura e a fruticultura capixaba têm enfrentado muitas dificuldades nos últimos anos. Pressionados pelas adversidades climáticas, cafeicultores do Espírito Santo estão cultivando mamão em suas propriedades, processo chamado de consórcio de culturas, visando um melhor aproveitamento a longo prazo do solo.
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Segundo o diretor de marketing da Brandt do Brasil, Antonio Coutinho, os problemas decorrentes da baixa precipitação atingiram, inclusive, as propriedades irrigadas, pois a baixa vazão dos rios impede ou limita o uso da água na irrigação: "as principais atividades agrícolas da região, como a cafeicultura e a fruticultura, foram enormemente prejudicadas com amplo reflexo na comercialização de insumos agrícolas. Por esse motivo, o cuidado com a nutrição vegetal ganha muita relevância. Em alguns casos, está ligada à própria sobrevivência do projeto”, diz.
O consórcio de culturas tem crescido muito no estado do Espírito Santo porque proporciona benefício duplo ao produtor, uma vez que o mamão cresce antes do café, sombreando o pé de café nas etapas inicias do ciclo, além de ajudar a viabilizar economicamente a propriedade. De acordo com Coutinho, a fruta é cada vez mais utilizada em consoricação com o café no período de implementação da cultura.
"Produtivo em temperaturas mais elevadas, o café conilon ganhou espaço no estado, segundo maior produtor de café do Brasil, com cerca de 25% da colheita nacional. O ES também é o segundo maior exportador de mamão, fruta que ocupa 6 mil hectares cultivados, a maior parte da área destinada ao mercado externo", explica o especialista.
A Brandt do Brasil, uma das maiores fornecedoras de fertilizantes do mundo, com ampla linha de insumos para a cafeicultura, pretende agora aumentar ainda mais o portfólio, "focando na inovação a fim de ofertar soluções mais eficientes aos produtores rurais”, concluiu Coutinho.