Diante do desanimador panorama que se apresenta para o setor cafeeiro do Equador, agravado pela emigração de camponeses às cidades, o Conselho de Café Nacional (COFENAC) projeta a renovação de 50 mil hectares e a implementação de jardins clonais, segundo o Eldiario.com.ec.
Desta forma, esperam melhorar o nível de vida das famílias do setor cafeeiro e re-posicionar o Equador como país produtor de café aumentando as exportações e substituindo as importações do grão que a indústria local está fazendo para cobrir os compromissos mundiais.
A renovação dos cafezais com mais de 40 anos de vida é urgente, disse o diretor executivo da COFENAC, Juan Alberto Vera, ao destacar o plano de atenção aos 50 mil hectares mediante sistemas agro-florestais, usando material genético e tecnologia apropriada de produção e pós-colheita. O benefício direto será para 25 mil famílias de cafeicultores organizados que se encontram localizados em zonas com aptidão agro-ecológica, promovendo a comercialização associativa e o consumo interno de café de qualidade.
Este projeto contempla o cultivo de 25 mil hectares de cafezais de grãos arábica, usando variedades melhoradas e tecnologias sustentáveis de manejo; e o cultivo de 25 mil hectares de cafezais de grãos robusta, usando clones de alta produtividade. O orçamento deste projeto é de US$ 85 milhões.
No mês passado, a COFENAC, o Serviço de Cooperação Holandesa (SNV), o Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável do Equador (CEMDES) e a empresa El Café firmaram um convênio para fortalecer o desenvolvimento de café robusta na costa equatoriana, em zonas com potencial produtivo.
Para isso, serão criados bancos de germoplasmas e jardins clonais de café robusta com variedades de alto rendimento, utilizando material genético que garanta sua adaptabilidade e produção em volumes que tornem a cafeicultura um negócio rentável ao agricultor, disse o gerente do El Café, Joseph Massoud.
A reconversão de fazendas de café em unidades agropecuárias auto-sustentáveis é um dos projetos imediatos que serão executados pela COFENAC e pela Associação Nacional de Exportadores de Café (ANECAFE). O projeto busca a diversificação das fazendas de café através da introdução de novas atividades agropecuárias, para melhorar a segurança alimentar e os níveis de renda das famílias produtoras de café, preservando os recursos naturais e a biodiversidade, disse o gerente da ANECAFE, Líder Vélez. O lançamento do projeto será em setembro.
Vélez disse que as exportações de café do Equador vêm se recuperando nos últimos dois anos. No entanto, o país poderia exportar mais se houvesse maior produção do grão. Os principais mercados do café do Equador são Alemanha, Inglaterra, Estados Unidos, Japão, Colômbia, entre outros.
Equador projeta renovação de 50 mil hectares de café
A renovação dos cafezais com mais de 40 anos de vida é urgente, disse o diretor executivo do Conselho de Café Nacional, COFENAC, Juan Alberto Vera. O benefício direto será para 25 mil famílias de cafeicultores. Serão cultivados 25 mil hectares de arábica, usando variedades melhoradas e tecnologias sustentáveis de manejo; e 25 mil hectares de robusta, usando clones de alta produtividade. O orçamento deste projeto é de US$ 85 milhões.
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