Encoffee: Diretor geral do Cecafé fala sobre o atual momento da cafeicultura brasileira

Marcos Matos participou do painel "Perspectivas promissoras para o agro - é hora de investir?", que ocorreu na quarta-feira (27), em Uberlândia (MG)

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O diretor geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, participou, na última quarta-feira (27), do painel “Perspectivas promissoras para o agro – é hora de investir?”, que contou com a participação de Albert Scalla e Fernando Maximiliano, vice-presidente Sênior de Trading e analista de Inteligência de Mercado da StoneX, respectivamente. O bate-papo ocorreu dentro da programação do Encontro de Gestão dos Cafeicultores (Encoffee), realizado no Palácio de Cristal, em Uberlândia (MG).

Figura 1

Diante do questionamento se esse é um momento para realizar investimentos, Matos destacou que a cafeicultura brasileira fez seu dever de casa diante dos desafios que surgiram com a pandemia da Covid-19, mantendo a qualidade e sustentabilidade na produção e honrando seus compromissos com o mercado interno e as exportações.

Ele anotou que, mesmo diante dos entraves atuais, observa-se crescimento das exportações nacionais para países do mundo árabe, nações produtoras e outros mercados emergentes, como a China e a Índia. “A crise traz várias lições e uma delas é que se pode investir, empreender, e o mercado cafeeiro dá sinais positivos nesse sentido”, comenta.

Contudo, o diretor do Cecafé ponderou que a retomada da economia traz boas, mas, também, preocupantes notícias. “O consumo se aquece mais com a reabertura do setor de HORECA [hotelaria, restaurantes e cafeterias], entretanto, deparamo-nos com gargalos logísticos no comércio marítimo mundial, que impactam as exportações como um todo”, apontou.

Figura 2

Conforme ele, no exemplo do café, no acumulado de 2021 até setembro, “deixamos de embarcar 4,2 milhões de sacas e de receber cerca de US$ 600 milhões em receita por falta de contêineres, espaço nos navios, encarecimento do frete, rolagens de cargas e sucessivos cancelamentos de bookings”.

No entanto, Matos voltou a frisar que o momento pode, sim, ser positivo para investimentos e que o Brasil está muito à frente dos demais produtores de café no mundo. “Somos vanguarda em pesquisa, tecnologia e boas práticas agrícolas e, por isso, adotamos diversas iniciativas, principalmente de promoção internacional, como as recém-realizadas e bem-sucedidas ações na China, Itália, Austrália, Estados Unidos e Arábia Saudita, além de todo um planejamento que possuímos para iniciativas futuras”, expôs.

Como uma das formas de garantir segurança ao mercado e propiciar um cenário atrativo a investimentos, o diretor do Cecafé apontou a parceria da entidade com a Serasa Experian, que proporcionou uma plataforma que visa trazer proteções adicionais aos contratos futuros e a termo de café, como forma de instrumento de mercado de longo prazo, a qual agrega liquidez, previsibilidade, sustentabilidade e mitigação de riscos à cafeicultura.

“O objetivo é olhar em prol do produtor, do exportador e da indústria. Quando há uma ferramenta que faz gestão de risco, conseguimos identificar o cafeicultor que faz uma ótima gestão, com vendas seguras, e aquele que se expõe demais e, assim, podemos trabalhar de forma educativa”, explicou.

De acordo com ele, a plataforma, desenvolvida em total conformidade com as legislações vigentes de proteção de dados, de defesa da concorrência e de proteção de crédito, tem a intenção de reduzir a assimetria de informações e dar mais segurança ao mercado futuro. “Buscamos inteligência mercadológica para uma melhor gestão de riscos nas tomadas de decisões, gerando benefícios a todos os segmentos da cadeia produtiva”, finalizou.

As informações são do Cecafé.

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Equipe CaféPoint

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