Um grupo de pesquisadores brasileiros identificou um gene que confere à planta do café alta resistência para crescer em áreas afetadas pela seca e com escassez de água.
O gene, já usado para desenvolver uma variedade geneticamente modificada de café que permite o cultivo do grão em terras secas, foi identificado por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), informou esta última em comunicado. "O gene já foi patenteado e será introduzido em outras plantas de interesse agronômico, como soja, cana-de-açúcar e algodão", indica a Embrapa.
Segundo a Embrapa, o gene se encontra naturalmente presente em plantas de café e o estudo permitiu demonstrar que, se introduzido em outras plantas, pode ajudar a elevar a tolerância das mesmas à seca.
Segundo os pesquisadores, estudos mostraram que as plantas geneticamente modificadas e suas descendentes permaneceram saudáveis até 40 dias, apesar de não contar com água nesse período.
Os estudos foram realizados com variedades do café arábica, que é o mais cultivado no Brasil.
As informações são da agência EFE, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
Embrapa identifica no café gene tolerante à seca
Um grupo de pesquisadores brasileiros identificou um gene que confere à planta do café alta resistência para crescer em áreas afetadas pela seca e com escassez de água.
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