Dreyfus amplia investimentos no Brasil na área de café

Conhecida pela dimensão de seus negócios em suco de laranja, grãos, e mais recentemente, em açúcar e álcool, a multinacional francesa Louis Dreyfus Commodities decidiu expandir no Brasil os investimentos na área de café. O presidente da LD no Brasil, Kenneth Geld, informa que serão investidos neste ano entre US$ 6 milhões e US$ 8 milhões na construção de mais dois armazéns na região produtora de café arábica de Minas Gerais, o que significará dobrar a capacidade atual.

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Conhecida pela dimensão de seus negócios em suco de laranja, grãos, e mais recentemente, em açúcar e álcool, a multinacional francesa Louis Dreyfus Commodities decidiu expandir no Brasil os investimentos na área de café.

O presidente da LD no Brasil, Kenneth Geld, informa que serão investidos neste ano entre US$ 6 milhões e US$ 8 milhões na construção de mais dois armazéns na região produtora de café arábica de Minas Gerais, o que significará dobrar a capacidade atual. Até 2014, a empresa quer movimentar 355 mil toneladas do grão, - o equivalente a 20% das exportações brasileiras hoje - ante as 75 mil toneladas comercializadas em 2009. "Trata-se de um produto de maior valor agregado. Usar 100% de armazém próprio é fundamental no gerenciamento da qualidade".

A importância do Brasil para a estratégia global da Dreyfus já é conhecida. Em 2008, 63% dos ativos mundiais da empresa estavam no Brasil. Em 2009, essa proporção subiu para 75%, o equivalente a R$ 6,4 bilhões. A aquisição dos ativos da Santelisa Vale em 2009 foi fundamental nesse avanço.

Juntamente com o aumento da movimentação de produtos agrícolas, a Dreyfus espera alavancar a área de fertilizantes. O tradicional escambo - troca de produção futura de grãos por insumos, sobretudo adubo - é muito comum na operação de outras tradings, mas ocupa uma fatia pequena dos negócios da companhia, conta Geld. "Agora vamos usar nossa presença no país para avançar em insumos".

A meta é sair das atuais 350 mil toneladas movimentadas no Brasil para 2 milhões de toneladas até 2014. Em seu dia a dia, a multinacional faz negócios com 14,2 mil produtores em diversos Estados do Brasil, que cultivam uma área de 2,7 milhões de hectares e consomem 1 milhão de toneladas de adubo, o que já representa metade da meta do grupo para 2014.

A reportagem é de Fabiana Batista, para o jornal Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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