Por Thais Fernandes
O Departamento do Café (DCAF) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foi extinto no último dia 13 de julho, informaram ao CaféPoint fontes do setor cafeeiro. Em entrevista, o deputado federal Evair de Melo (PV/ES), secretário da Frente Parlamentar do Café, confirmou a mudança que extinguiu, ainda, a Secretaria de Produção e Agroenergia, na qual o DCAF estava situado.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou a reestruturação, com os primeiros detalhes divulgados no Diário Oficial da União desta terça-feira (14/7). Confira, aqui.
Questionado sobre a extinção do departamento, o Mapa informou ao CaféPoint que divulgará em breve as principais mudanças, possivelmente até o final desta semana. Contudo, fontes do setor já confirmaram o fim do DCAF, que era responsável pela formulação e gestão de políticas públicas para o setor cafeeiro. O departamento promovia, coordenava e avaliava os projetos, políticas e diretrizes setoriais emanadas pelo Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), instância máxima deliberativa da cafeicultura nacional.
De acordo com as fontes ouvidas pelo CaféPoint, o remanejamento deverá manter no Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) a maior parte das decisões relativas ao setor.
Debate no setor produtivo
A nova estrutura do Ministério da Agricultura deve ser debatida em reunião entre representantes do setor produtivo do café na semana que vem. O grupo que envolve a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Conselho Nacional do Café (CNC) pretende debater impactos não só políticos, mas também em termos técnicos para a cadeia do café.
ATUALIZAÇÃO:
Leia também: Setor cafeeiro passa a ser gerido pela Secretaria de Política Agrícola
Departamento do Café do Mapa é extinto
Lideranças do setor produtivo programam reunião para debater impactos da mudança na estrutura do Ministério da Agricultura.
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CELSO BARATA
SÃO PAULO - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 21/07/2015
Estranho, não? Porque? Como ficará? Quem cuidará do Café, além do Conselho? Já acabaram como o IBC, agora querem tirar literalmente o café do mapa?

EDIMAR GONÇALVES CARVALHO
GUAÇUÍ - ESPÍRITO SANTO
EM 20/07/2015
NÃO TENHO CONHECIMENTO E NEM COMPETÊNCIA PAR OPINAR SOBRE UM ASSUNTO DESSA GRANDEZA, POIS FOGE À MINHA ALÇADA, PORÉM NA MINHA SANTA IGNORÂNCIA E LIMITAÇÃO, ME PARECE QUE TEM ALGUÉM QUERENDO ACABAR COM UM ÓRGÃO PARA DEPOIS CRIAR OUTRO E COLOCAR PESSOAS DE SEU INTERESSE NESTE NOVO ESPAÇO... SE ALGUÉM PUDER NUMERAR E NOMEAR AS PESSOAS QUE ESTÃO SAINDO E DEPOIS NUMERAR E NOMEAR AS QUE FOREM CONTRATADAS EM UMA DATA PRÓXIMA, NO NOVO ÓRGÃO, E FIZER UMA COMPARAÇÃO DE SALÁRIOS PAGOS A ESTAS PESSOAS E AS LIGAÇÕES POLÍTICAS DELAS, ACREDITO QUE MUITOS CAFEICULTORES E LIDERANÇAS GOSTARIAM DE TER ACESSO A ESTE RELATÓRIO...
JOAQUIM DE OLIVEIRA MATTOSINHO
LINS - SÃO PAULO
EM 20/07/2015
Bom dia a todos. É com prudencia que manifesto : Como pode um Órgão do "Governo"...... estinguir um Setor que desde o princípio dos tempos de Brasil exportador; um setor que carregouo País nas costas; um setor da maior importancia ser extinto ?. Naturalmente, espero, venha algo na altura de continuar a existencia de "alguém" que esteja próximo dos Pés do Senhor Café. Uma "nova estrutura" pior que os tempos do Confisco Cambial. Incabível. Um País sem memória é um país vazio. Lutou muito Dolores Ibárruri , e aqui a luta precisa continuar.

CÁSSIO NASCIMENTO BATISTA
CUIABÁ - MATO GROSSO
EM 20/07/2015
Isto terá consequências totalmente previsíveis. Um agrupo menor e seleto tomará decisões sobre a política de desenvolvimento da cafeicultura que proporcionará a concentração de terras. A situação dos pequenos produtores rurais de café do leste de minas, onde já trabalhei como agrônomo alguns anos, se tornará insustentável. Haverá concentração de renda e miséria, conforme Batista, 2014 comprovou a relação direta entre o índice de GINI da concertação de renda e concentração de terra para uma amostra dos municípios Mato-Grossenses. E tome bolsa voto!!