Copenhague influenciará o mercado de commodities

Fatos e previsões ligados ao clima prometem ter forte influência sobre o mercado internacional de commodities agrícolas neste mês de dezembro. E haverá notícias climáticas para todos os gostos, que certamente encontrarão nas principais referências globais para os preços desses produtos tão caros ao Brasil - as bolsas americanas de Chicago (soja, milho e trigo) e Nova York (açúcar, café, cacau, suco de laranja e algodão) - suas caixas de ressonância mais importantes.

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Fatos e previsões ligados ao clima prometem ter forte influência sobre o mercado internacional de commodities agrícolas neste mês de dezembro. E haverá notícias climáticas para todos os gostos, que certamente encontrarão nas principais referências globais para os preços desses produtos tão caros ao Brasil - as bolsas americanas de Chicago (soja, milho e trigo) e Nova York (açúcar, café, cacau, suco de laranja e algodão) - suas caixas de ressonância mais importantes.

Para depurar as expectativas de curto prazo, os reflexos do fenômeno El Niño na América do Sul tendem a começar a pesar tanto na formação das cotações dos grãos (soja, milho e trigo) quanto no caso de algodão, café e suco de laranja.

Mas talvez essas variações climáticas, determinantes para guiar as cotações nas próximas semanas ou meses, não sejam tão importantes quanto os resultados das discussões de longo prazo que começam na semana que vem na Dinamarca. Como observa Antonio Sartori, da corretora gaúcha Brasoja, na aguardada Convenção Quadro da ONU para Mudanças Climáticas, em Copenhague, poderão ser definidos ou sinalizados parâmetros e metas capazes de direcionar atividades agrícolas e as apostas dos investidores nesses mercados por anos.

Em geral as cotações recuaram após o aprofundamento da crise irradiada a partir dos Estados Unidos, em setembro de 2008, mas seguem acima de suas médias históricas e com forte contágio do comportamento do dólar. Independentemente dos fundamentos de oferta e demanda, a erosão da moeda americana foi mais uma vez determinante para a sustentação das cotações agrícolas em novembro em Chicago e Nova York. Na média do mês, o dólar voltou a perder valor em relação a outras moedas importantes como o euro, e cinco das oito principais commodities transacionadas pelo Brasil no exterior (suco, algodão, soja, milho e trigo) encerraram o mês com cotações médias mais elevadas do que em outubro.

Conforme cálculos do Valor Data baseados nas médias mensais dos contratos futuros de segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez), mesmo as commodities agrícolas que recuaram (açúcar, café e cacau) contaram com o suporte oferecido pela deterioração do dólar, que conteve as variação negativas dos preços.

Em Nova York, açúcar, café e cacau recuaram mas mantiveram-se em patamares elevados, o suco de laranja voltou a subir com problemas na oferta da Flórida e de São Paulo e a reação do consumo americano e o algodão foi a commodity que mais subiu, também influenciado pelo clima nos EUA.

As informações são do jornal Valor Econômico, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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Joseph Crescenzi
JOSEPH CRESCENZI

ITAIPÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 01/12/2009

Espero que o mundo não instale um novo imposto global baseado na FRAUDE de "Aquecimento Global Antrôpico"(AGW). Isso não tem fundamento científico e é apenas uma tentativa de taxar mais uma vez o produtor.