Conab: safra 2008 entre 41,3 e 44,2 milhões de sacas
A produção nacional de café beneficiado em 2008 deve variar entre 41,3 e 44,2 milhões de sacas de 60 quilos, de acordo com o primeiro levantamento feito pela Conab (com colaboração do IBGE e órgãos conveniados). Desse total, 76% é do tipo arábica e 24% do robusta. O intervalo representa um crescimento de 22,4% a 30,9% em relação à safra recém-colhida de 33,7 milhões de sacas. O bom resultado se deve a bienualidade positiva da cultura.
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A partir desta edição, a Conab passa a adotar apenas o ano da colheita como referência do período da safra. A confirmação da projeção, anunciada nesta terça-feira (08) pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, depende, portanto, das alterações climáticas durante os ciclos das lavouras. A maior parte da produção está nos estados de Minas Gerais (50,1%), Espírito Santo (23%) e São Paulo (10,2%).
A área em produção está estimada em 2,13 milhões de hectares, o que representa 92,6% da área total cultivada de 2,30 milhões ha. Isso equivale a um crescimento de 1,68% em relação à safra anterior.
A pesquisa foi realizada em campo, no período de 3 a 18 de dezembro, nos principais estados produtores. Foram aplicados cerca de 2.750 questionários junto a produtores, cooperativas e representantes de órgãos públicos e privados.
As informações são da Conab.
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PESQUISA/ENSINO
EM 13/01/2008
Parece que ainda se quer tampar o sol com o dedo, enquanto isso, as multinacionais compradoras de café e as vendedoras de insumos, continuarão fazendo a sua festa.
Depois que o produtor comprometer a venda de sua debilitada safra com preços incoerentes (injustos) ante a realidade da existência de café - para pagar os insumos adquiridos - então aparecerá a Manchete da triste realidade de perspectiva de produção esperada. Por que continuar aceitando pontos de vista como verdades únicas, de quem pode ser juiz e parte do negócio?
Sei que estes acontecimentos são comuns em todos os países produtores.
Por exemplo, não tenho visto comentários dos efeitos do clima na atual produção de café na região da América Central, pela ocorrência de ventos com velocidade de mais de 80 Km/hora e temperaturas baixas, na primeira semana de janeiro deste 2008, causando séria desfolhação principalmente nas zonas acima de 800 metros, reduzindo a produção deste ano e comprometendo a futura.
Pelo menos existem lavouras que não tinham começado a colheita, e noutras houve intensa queda dos frutos, quebrando a produção e qualidade da mesma. Se esta região produz aproximadamente 13 a 15 milhões de sacas de 45 kg e se pode ver afetada num 10 a 15%, será que os 15 milhões de sacas a menos que não vai produzir o Brasil da estimativa inicial de 50 a 55 milhões mais os 10 a 15 % de redução da produção da América Central e México, pode influenciar o aumento do preço no mercado internacional?

GUAXUPÉ - MINAS GERAIS
EM 09/01/2008

ESPÍRITO SANTO DO PINHAL - SÃO PAULO
EM 09/01/2008
CARMO DA CACHOEIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 08/01/2008
Pelo que notei no setor produtivo, não foi um contentamento com os números e sim um alívio! Um alívio de ver na projeção da Conab - a média de 42,75 milhões de sacas - e do IBGE, 41,8 milhões de sacas, ante a especulação dos absurdos 50 milhões de sacas "soprados" pelos especuladores.
A realidade nua e crua está aí!
Em 05 de Novembro de 2007, criei em um tópico (números para a próxima safra) da comunidade Manejo da Lavoura - Peabirus, onde publiquei minha opinião, com embasamentos para os números para a próxima safra - onde naquele momento todas as nossas lideranças diziam que era cedo para expressar algum número.
Pois bem, os números estão aí para quem quiser ver e conferir! Contra os números não há argumentos. Falta sim, coragem para o setor produtivo mostrar pra que veio!

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 08/01/2008
O produtor de café - que tem visitado com frequência sua lavoura - tem muitos motivos para estar triste. Descapitalizados, muitos estão vendo suas lavouras necessitando de melhores tratos culturais sem condições de fazê-los. Também estão vendo que sua produção esperada para este ano parece diminuir dia a dia. A florada não foi de boa pega e os frutos presentes se encontram em estágios bastante diferentes. Desde frutos já maduros a frutos ainda em formação. Se tudo correr bem daqui para frente, com certeza, teremos uma produção bem menor do que a divulgada. Caso aconteça algum contra-tempo, aí só Deus para fazer previsão de nossa próxima safra de café.
A cafeicultura precisa ser respeitada!

SÃO PAULO - SÃO PAULO - TRADER
EM 08/01/2008
Não podemos esperar que os importadores aceitem sem contestar esses números. Hoje, um somou o que produzimos nas últimas três safras e subtraiu do que exportamos e consumimos nesse período, então chegou a um déficit de quase 10 milhões de sacas. É óbvio que alguma coisa está errada, pois não existe estoque negativo, e sim uma produção maior.
Mas essa pessoa concordou com os meus argumentos, que a situação não está nada cômoda para os compradores, pois até a safra de 2009 não haverá recomposição dos estoques. Como se sabe, estes são muito baixos e a situação dos importadores é muito incômoda, sem se falar que até lá teremos dois invernos, e risco de duas secas.

SÃO GONÇALO DO SAPUCAÍ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 08/01/2008
O que o mercado de café, ou melhor, os players precisam encarar é que a cafeicultura só está remunerando o produto pós-porteira. Quer dizer que produzir café está dando prejuízo, portanto em pouco tempo a falta de café só vai remunerar poucos produtores que conseguirem permanecer na atividade, pois o quadro é alarmante em virtude dos baixos preços praticados até o momento.
Aguardemos o futuro.